O que é a Trombose?

A Trombose Venosa Profunda (TVP), que é conhecida popularmente como trombose, é uma doença que ocorre através da formação de coágulo sanguíneo e normalmente atinge os membros inferiores. Esse trombo pode se desprender e se deslocar através da circulação até o pulmão, ocasionando uma embolia pulmonar, que é uma complicação grave que pode levar a óbito.

Segundo o ministério da saúde, a doença entre janeiro e julho do ano de 2017 foi responsável por 65.316 internações no país. Nos últimos dois anos, o número de casos diminuiu no Brasil. Em 2015, foram registradas 113.817 internações, já em 2014, foram 122.096. A redução está associada às ações de prevenção.

 

Sintomas

A trombose venosa profunda pode ser uma doença silenciosa. Quando presentes, os principais sintomas são: dor, calor, vermelhidão e rigidez da musculatura na região em que se formou o trombo.

 

Causas

O uso de prolongado de Anticoncepcionais ou tratamento hormonal está entre as principais causas do problema, pois afetam o sistema circulatório aumentando a dilatação dos vasos e a viscosidade do sangue. Por esse motivo, é preciso verificar se a mulher tem alguma tendência a desenvolver trombose antes de iniciar o uso do remédio.

Tabagismo, presença de varizes, idade avançada, pacientes com insuficiência cardíaca, tumores malignos, obesidade, distúrbios de hipercoagulabilidade hereditários ou adquiridos e casos anteriores de trombose venosa estão entre os fatores de risco.

Grávidas e pessoas com imobilização prolongada (paralisias, infarto agudo do miocárdio, viagens aéreas longas) também estão sujeitas e ter a doença.

 

Tratamento

Existem medicamentos que são usados para reduzir a viscosidade do sangue e dissolver o coágulo (anticoagulantes) que ajudam a diminuir o risco de trombose, a evitar a ocorrência de novos episódios e o aparecimento de sequelas, mas esses só devem ser usados quando indicados por um profissional médico depois de realizada uma avaliação.

 

Dicas para evitar a trombose

  • Pratique atividade física;
  • Não fume;
  • Evite o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Mantenha uma dieta equilibrada;
  • Se passa longos períodos sentado tente movimentar-se ou usar meias de compressão;
  • Durante viagens prolongadas faça paradas para se movimentar e use roupas e calçados folgados e confortáveis;
  • Beba muito líquido e evite a desidratação.

Uma simples atitude faz toda a diferença na vida de uma pessoa.

Doar sangue salva milhares de vidas todos os dias, pensando na importância do doador, a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu o dia 14 de junho como o “Dia Mundial do Doador de Sangue”.

Atualmente segundo a OMS, somente 1,8% da população brasileira doa sangue, mas ainda pode melhorar, a meta é chegar aos 3%.

O sangue não tem substituto, dai a importância de conscientizar e sensibilizar novos voluntários e transforma-los em doadores regulares, mantendo os estoques abastecidos.

Com apenas uma doação é possível salvar até quatro vidas. No Brasil, ao ano, cerca de 3,5 milhões de pessoas realizam transfusões de sangue.

 

Saiba quais os requisitos para ser um doador

• Ter 16 anos ou mais, caso seja menor de idade a doação só poderá ser realizada mediante consentimento dos pais ou responsáveis legais. É possível ainda que o Hemocentro solicite a presença dos pais para a doação.

• Ter até 69 anos, 11 meses e 29 dias de idade, sendo que a primeira doação deve ter sido feita antes dos 60 anos;

• Ter peso igual ou superior a 50 kg;

• Estar alimentado, mas evite alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação. Caso seja após o almoço, aguardar duas horas;

• Ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas.

 

Impedimentos temporários para doação.

• Resfriado: aguardar 7 dias após desaparecimento dos sintomas.

• Gravidez

• 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana.

• Amamentação (se o parto ocorreu há menos de 12 meses).

• Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação.

• Tatuagem / maquiagem definitiva nos últimos 12 meses.

• Situações nas quais há maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis: aguardar 12 meses.

• Qualquer procedimento endoscópico (endoscopia digestiva alta, colonoscopia, rinoscopia etc): aguardar 6 meses.

• Extração dentária (verificar uso de medicação) ou tratamento de canal (verificar medicação): por 7 dias.

• Cirurgia odontológica com anestesia geral: por 4 semanas.

• Acupuntura: se realizada com material descartável: 24 horas; se realizada com laser ou sementes: apto; se realizada com material sem condições de avaliação: aguardar 12 meses.

• Vacina contra gripe: por 48 horas.

• Herpes labial ou genital: apto após desaparecimento total das lesões.

• Herpes Zoster: apto após 6 meses da cura (vírus Varicella Zoster).

• Brasil: estados como Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Tocantins são locais onde há alta prevalência de malária. Quem esteve nesses estados deve aguardar 12 meses para doar, após o retorno.

• EUA: quem esteve nesse país deve aguardar 30 dias para doar, após o retorno.

• Europa: quem morou na Europa após 1980, verificar aptidão para doação através do telefone 0800 550 300.

• Malária: quem esteve em países com alta prevalência de malária deve aguardar 12 meses após o retorno para doar. (critério semelhante ao dos estados brasileiros com prevalência elevada de malária).

• Febre Amarela: quem esteve em região onde há surto da doença deve aguardar 30 dias para doar, após o retorno; se tomou a vacina, deve aguardar 04 semanas; se contraiu a doença, deve aguardar 6 meses após recuperação completa (clínica e laboratorial).

 

Lembrando que todo o processo de doação de sangue em média uma hora.

Para realizar a doação, todo trabalhador tem um dia de folga remunerado garantido por lei pela CLT em cada 12 meses de trabalho.

 

Doe sangue, doe vida!

 

O Teste do Pezinho pode ser realizado com apenas uma gota de sangue retirada do pé do recém-nascido, normalmente entre o 3º e o 5º dia de vida, é possível detectar doenças graves que podem interferir no desenvolvimento do bebê. Quanto mais cedo as doenças forem identificadas e tratadas, maior a possibilidade de evitar sequelas nas crianças.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o teste do pezinho, que pode ser realizado nas maternidades ou nos centros de saúde.

O teste pode diagnosticar doenças metabólicas, genéticas e infecciosas, garantindo o tratamento precoce e impedir possíveis complicações como atrasos neuropsicomotores e mentais.

 

Programa Nacional de Triagem Neonatal

Desde 1992, o Teste do Pezinho se tornou obrigatório em todo o território nacional e hoje está previsto no Programa Nacional de Triagem Neonatal, adotado pelo Ministério da Saúde desde 2011. Pelo programa, o SUS disponibiliza acesso universal e integral às triagens, conhecidas como Teste do Pezinho, da Orelhinha, do Olhinho, da Linguinha e do Coraçãozinho.

 

6 doenças que podem ser detectadas com o teste do pezinho básico:

1. Fenilcetonúria

A fenilcetonúria é uma doença genética de caráter recessivo na qual o sistema digestório não consegue digerir o aminoácido fenilalanina, uma proteína presente em alimentos como ovos e carne, que, quando não digerida pode se tornar venenosa para o organismo, provocando comprometimento neurológico no desenvolvimento da criança.

Como é feito o tratamento: consiste em uma dieta com baixo teor de proteína, mantendo-se o monitoramento para permitir o crescimento e desenvolvimento normais do indivíduo.

 

2. Hipotireoidismo congênito

O hipotireoidismo congênito é uma doença na qual a tireoide do recém-nascido não consegue produzir quantidades normais de hormônios, o que pode prejudicar o crescimento, assim como provocar retardo mental.

Como é feito o tratamento: terapias hormonais para ajudar a completar os níveis de hormônios tireóideos em falta, garantindo assim o crescimento e desenvolvimento saudáveis do recém-nascido.

 

3. Anemia falciforme

A anemia falciforme é a doença genética mais comum no Brasil. É uma doença hereditária e que causa alteração na forma das células vermelhas do sangue, reduzindo a capacidade para transportar oxigênio para as várias partes do corpo, podendo provocar atrasos no crescimento e desenvolvimento de alguns órgãos.

Como é feito o tratamento: dependendo da gravidade da doença, o bebê pode precisar fazer transfusões de sangue. Mas ainda não há tratamento específico, é uma doença para a qual ainda não se conhece a cura. Os portadores da anemia falciforme precisam de acompanhamento médico constante para manter a oxigenação adequada nos tecidos e a hidratação e prevenir infecções.

 

4. Hiperplasia adrenal congênita

A hiperplasia adrenal congênita é uma doença que faz com que a criança tenha um desequilíbrio hormonal, alguns hormônios em excesso e a deficiência de outros, que pode provocar crescimento excessivo, puberdade precoce ou outros problemas físicos.

Como é feito o tratamento: o recém-nascido deve fazer reposição hormonal para compensar a falta de hormônios e estabilizar a quantidade de hormônios em excesso.

 

5. Fibrose cística

A fibrose cística é um problema genético que compromete o funcionamento das glândulas exócrinas e leva à produção de uma grande quantidade de muco, comprometendo o sistema respiratório e afetando também o pâncreas.

Como é feito o tratamento: deve ser feito com remédios anti-inflamatórios, cuidados na dieta, fisioterapia respiratória para aliviar os sintomas da doença e reposição das vitaminas lipossolúveis A, D, E, K.

 

6. Deficiência de biotinidase

A deficiência de biotinidase consiste num erro inato do metabolismo que provoca a incapacidade de o organismo reciclar a biotina, que é uma vitamina existente nos alimentos muito importante para garantir a saúde do sistema nervoso. Dessa forma, bebês com este problema podem apresentar convulsões, falta de coordenação motora e atraso no desenvolvimento.

 

Como é feito o tratamento: através da ingestão da vitamina H (biotina), compensando a incapacidade do organismo para utilizar essa vitamina.

A febre amarela tem assustado os brasileiros. Neste artigo, você vai entender o que é mito e o que é verdade a respeito da doença.

 

Desde o fim de 2017, a febre amarela teve uma preocupante escalada, sobretudo no estado de São Paulo. Esse crescimento fez com que a população passasse a olhar com mais cuidado para a doença. Existem muitas dúvidas em relação à febre amarela, por isso alguns esclarecimentos são necessários.

No artigo de hoje, vamos esclarecer os mitos e verdades que cercam a febre amarela, para que você possa entender mais a respeito da vacina e do vírus em si.

Antes de apresentarmos propriamente os mitos e verdades sobre a febre amarela, é importante contextualizar o recente avanço da doença no país.

Como a febre amarela avançou rapidamente

O vírus da febre amarela iniciou sua propagação em larga escala em outubro de 2017. À época, dezenas de macacos foram encontrados mortos em parques do estado de São Paulo, após serem infectados pelo vírus. Vale destacar que esses animais são os principais hospedeiros do vírus, e sua transmissão em ciclo urbano é feita pelo mosquito Aedes Aegypti. Infelizmente, o vetor da doença já é velho conhecido dos brasileiros por ser também o responsável pela transmissão da dengue.

A recente onda de febre amarela é especialmente preocupante devido à propagação em ciclo urbano. Em geral, os registros da doença são mais comuns em áreas rurais e de mata. No chamado ciclo silvestre, outros mosquitos transmitem o vírus, dentre eles o Haemagogus e o Sabethes. A forma silvestre da febre amarela teve um surto importante no final de 2016 a partir de Minas Gerais.

O avanço da febre amarela em seu ciclo urbano tem alarmado a população de regiões antes pouco afetadas pela doença. Por isso, é fundamental esclarecer alguns mitos para você entender tudo a respeito desse perigoso vírus e proteger-se.  Confira a seguir 7 mitos e verdades sobre a febre amarela:

1 Macacos transmitem a febre amarela: Mito

Muitas pessoas fazem uma pequena confusão entre vetor e hospedeiro de um vírus. Diferenciar os dois conceitos ajuda no entendimento geral da doença. Em relação à febre amarela, seu vetor no ciclo urbano é o mosquito Aedes Aegypti. No ciclo silvestre, o vírus é transmitido por outros mosquitos.

Já os macacos são os principais hospedeiros do vírus causador da febre amarela. Porém, eles não têm condições de transmitir a doença para outros animais ou para os seres humanos.

2 A vacina da febre amarela mata: Mito

O medo de uma injeção ajuda a criar alguns mitos. Um dos mais comuns é que a vacina da febre amarela pode matar qualquer pessoa. É preocupante que esse tipo de mito se propague como verdade, pois muitos acabam desencorajados a tomar a vacina.

Cabe destacar, no entanto, que a vacina não é indicada a alguns grupos de pessoas. São eles: portadores de doença autoimune; pessoas com alergia grave ao ovo; crianças de até seis meses; pessoas com HIV/AIDS (com contagem de células CD4 menor que 350 células/mm3); e pacientes em uso de quimioterapia/radioterapia.

3 A dose fracionada protege igualmente: Verdade

Muitos podem pensar que somente a dose padrão tem um efeito de proteção total contra a febre amarela. Mas o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) asseguram que a dose fracionada é igualmente eficaz.

A dose fracionada garante uma proteção de, pelo menos, oito anos a partir da aplicação. A adoção dessa vacina fracionada é uma recomendação da OMS quando há claro risco de expansão da doença para áreas com alta densidade populacional. Em casos assim, é inviável atender a toda a população com a dose única padrão.

4 A imunização em massa coloca a população em risco: Mito

A afirmação de que imunizar milhares de pessoas implica em riscos à sociedade está totalmente incorreta. De fato, a vacinação em massa tem um efeito positivo por ajudar a reduzir a circulação do vírus na comunidade. A lógica é bastante simples: menos doentes, menor chance de transmissão de seus agentes causadores.

Portanto, todos se beneficiam de uma grande campanha de imunização, inclusive aqueles que não tiveram acesso à vacina.

5 As mutações do vírus tiraram a eficácia da vacina: Mito

Diferentes tipos de vírus sofrem mutações ao longo do tempo. Em alguns casos, essas transformações podem dificultar o tratamento e a prevenção.

No caso do vírus da febre amarela, foram descobertas algumas mutações em estudos realizados pelo Instituto Oswaldo Cruz. No entanto, nenhuma dessas mudanças genéticas do vírus interferiu na eficácia da vacina. Portanto, trata-se de mais um mito.

6 A vacina não possui mercúrio em sua fórmula: Verdade

A composição da vacina contra o vírus da febre amarela também gera dúvidas na população. Uma das preocupações das pessoas é a possível presença de metais tóxicos como o mercúrio. O boato de que há mercúrio ou qualquer outro metal na fórmula da vacina não é verdadeiro.

De acordo com a bula da vacina, sua composição inclui diferentes substâncias. Dentre elas, destacam-se sacarose, glutamato de sódio, sorbitol, gelatina bovina hidrolisada, eritromicina e canamicina.

7 A campanha de vacinação é fruto de uma conspiração governamental: Mito

Teorias da conspiração se espalham rapidamente e costumam ter adeptos fervorosos. A vacina contra a febre amarela não escapou dessas teorias. Uma delas diz respeito a uma ação orquestrada pelo Estado. Segundo essa tese, o governo adquiriu um estoque enorme de vacina e precisa se livrar dele.

O boato em questão não passa de mais uma criativa teoria da conspiração. Não houve aquisição excessiva de vacina e os estoques estão de acordo com a necessidade da população. A vacina usada no Brasil é produzida pela Fiocruz e certificada pela Organização Mundial da Saúde.

A história da febre amarela no mundo

Você sabia que a febre amarela tem pelo menos 370 anos de existência? Claro que o vírus pode existir há muito mais tempo, mas o primeiro registro de uma doença com características similares data de 1648. Em um manuscrito maia, foi apontado um surto em Yucatán, México.

A origem da doença, no entanto, está bem distante da América do Norte. Estudos recentes de biologia molecular apontam que o vírus causador da febre amarela tem origem africana. O primeiro registro de epidemia na Europa se deu em 1730, na Península Ibérica. Já nos Estados Unidos, severos surtos de febre amarela acometeram a população nos séculos XVIII e XIX.

A história da febre amarela no Brasil

O Brasil foi um dos primeiros países a ter um registro sobre a ocorrência de febre amarela. Sua primeira aparição em território nacional se deu em Pernambuco, em 1685. Nos anos seguintes, o vírus chegou a Salvador e causou quase mil mortes. O impacto da doença motivou a realização de grandes campanhas, que colaboraram para reduzir consideravelmente a doença no país.

Em seu ciclo urbano, a febre amarela foi registrada pela última vez no Brasil em 1942, no estado do Acre. Hoje, existe um temor de que a doença volte a se espalhar em ambiente urbano, por isso muitas campanhas de vacinação estão sendo feitas. Confira aqui os postos de vacinação contra a febre amarela de acordo com a sua região em SP.

Saiba mais sobre a febre amarela

A doença que tem assustado os brasileiros nos últimos meses já foi assunto em nosso blog. Neste post, você vai entender em detalhes os sintomas e o tratamento da febre amarela.

 

Fonte: Ministério da Saúde

O vírus HIV, causador da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), está entre os mais temidos do mundo. O combate a essa doença passa diretamente por uma ação preventiva por parte das pessoas. Uma grande parcela do impacto da AIDS ao redor do mundo decorre justamente da negligência na prevenção. O uso do preservativo é recomendado e muito eficaz, mas a prevenção combinada tem um efeito muito mais decisivo.

O post de hoje esclarece o conceito de prevenção combinada e mostra como ela pode contribuir para que cada vez menos pessoas contraiam o vírus HIV. Embora tratável, a AIDS ainda é uma doença incurável. Esse fator torna ainda mais importante um comportamento mais responsável de cada um. É também por isso que autoridades de todo o mundo se esforçam na divulgação de técnicas de prevenção.

HIV ou AIDS? Uma dúvida recorrente

Por ser uma doença amplamente difundida e abordada nos meios de comunicação, a AIDS gera dúvidas nas pessoas. Uma delas é a confusão entre AIDS e HIV, que alguns acabam entendendo erroneamente como sinônimos.

HIV é o vírus que causa a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Pessoas que têm o vírus em seu corpo não necessariamente desenvolvem a doença ao longo da vida. O vírus HIV ataca as células responsáveis pela defesa do organismo, os linfócitos. Já a AIDS é o quadro clínico decorrente da ação do vírus, quando a destruição de linfócitos compromete seriamente o sistema imunológico.

Preservativo: fundamental, mas insuficiente

O uso do preservativo – conhecido também como camisinha – é o método de prevenção mais usual contra o HIV. Sua eficácia é comprovada, por isso essa estratégia segue encorajada por entidades da área de saúde. O preservativo protege não apenas contra o vírus HIV, mas também contra várias doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

A grande importância do preservativo no combate à AIDS pode criar a ilusão de que ele dá total garantia contra a doença. De fato, a camisinha ajuda bastante, mas há formas alternativas de se prevenir contra o vírus. A soma desses métodos resulta na prevenção combinada.

O que é prevenção combinada?

Como o próprio nome sugere, prevenção combinada é um conjunto de medidas que fortalecem a proteção contra a AIDS. Essa combinação pode ser feita de forma simultânea ou sequencial. A escolha varia de acordo com as características e fase da vida de cada pessoa.

O Ministério da Saúde define a prevenção combinada como uma estratégia de prevenção que faz uso combinado de intervenções biomédicas, comportamentais e estruturais aplicadas no nível dos indivíduos, de suas relações e dos grupos sociais a que pertencem, mediante ações que levem em consideração suas necessidades e especificidades e as formas de transmissão do vírus.

É importante pontuar que a prevenção combinada tem uma atuação em três pilares. As diferentes intervenções (biomédicas, comportamentais e estruturais) contribuem para enriquecer a estratégia preventiva. Entenda a seguir como funciona cada pilar.

Intervenções biomédicas

São consideradas intervenções biomédicas as iniciativas focadas em reduzir a exposição ao vírus. Um exemplo que se enquadra nessa categoria é o uso de preservativo. A abordagem biomédica se concentra em impedir a transmissão do vírus para pessoas que não estão contaminadas.

Essa abordagem se baseia em situações conhecidas, e consolidadas cientificamente, de risco de infecção. Relações sexuais desprotegidas e demais contatos com material biológico contaminado pelo HIV, por exemplo.

Há uma distinção fundamental nas intervenções biomédicas: Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e Profilaxia Pós-Exposição (PEP). As duas estratégias se diferenciam pelo momento em que a medida preventiva é adotada. Outro aspecto que muda é o tempo de uso da medicação: PrEP tem uso contínuo, e PEP é prescrito por 28 dias. A Profilaxia Pós-Exposição pode ser oportuna em casos em que a camisinha estoura durante o ato sexual – o que tira sua eficiência.

Intervenções comportamentais

As intervenções comportamentais trazem uma abordagem mais focada no psicológico das pessoas. O objetivo é mudar algumas atitudes para reduzir a exposição a situações de risco. Nesse trabalho de conscientização, é determinante trazer novas percepções a respeito da mensuração dos riscos.

Quando se fala em risco na área de saúde pública, tecnicamente refere-se a probabilidade. Os fatores de risco são aqueles que elevam a probabilidade de incidência de determinada doença. Porém, no combate à AIDS, o conceito de vulnerabilidades é considerado mais moderno do que fatores de risco.

Uma intervenção comportamental se apoia em grande medida na ideia de vulnerabilidades, divididas em três planos: individual, social e programática:

  • Vulnerabilidade individual: Relaciona-se às informações que as pessoas têm sobre a AIDS e à capacidade de incorporar novos conceitos com foco em prevenção.
  • Vulnerabilidade social: remete a aspectos culturais, políticos e morais relacionados à vida em sociedade.
  • Vulnerabilidade programática: é baseada na qualidade de respostas institucionais ao vírus HIV em uma sociedade, a partir de aspectos como investimentos governamentais específicos.

Intervenções estruturais

O pilar estrutural tem uma dimensão mais ampla e direcionada a grandes grupos de pessoas. Intervenções desse tipo alteram causas ou estruturas-chave que influenciam diretamente os riscos e as vulnerabilidades relacionadas ao HIV.

Algumas características sociais podem potencializar vulnerabilidades em determinados segmentos. O papel das intervenções estruturais é minimizar esse impacto. Nesse sentido, uma abordagem local se faz necessária porque, num país continental como o Brasil, há centenas de realidades diferentes.

Intervenções estruturais – em muitos casos – ajudam na superação de preconceitos, discriminações e intolerância contra certos grupos. Essa ação de cunho social procura garantir direitos e dignidade a todos. Veja abaixo alguns exemplos de situações que podem resultar em uma intervenção estrutural:

  • Preconceito de classe social;
  • Preconceito religioso;
  • Machismo
  • Racismo;
  • Homofobia.

Quais métodos podem ser combinados?

Além do preservativo, há vários métodos que contribuem ao combate do vírus HIV. Confira abaixo uma lista com diferentes métodos que podem compor uma prevenção combinada:

  • Testagem regular para o HIV, que pode ser feita gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS);
  • Prevenção da transmissão vertical (quando o vírus é transmitido para o bebê durante a gravidez);
  • Tratamento de infecções sexualmente transmissíveis e das hepatites virais;
  • Imunização para as hepatites A e B;
  • Programas de redução de danos para os usuários de álcool e outras substâncias;
  • Profilaxia pré-exposição (PrEP);
  • Profilaxia pós-exposição (PEP);
  • Tratamento de pessoas que já vivem com HIV.

HIV no Brasil: panorama atual

Atualmente, estima-se que mais de 800 mil pessoas vivam com HIV no Brasil. A cada ano, a média de novos casos fica na casa dos 40 mil, o que indica um avanço significativo. Os números elevados preocupam e justificam o esforço governamental na conscientização da população.

Alguns grupos sociais têm se mostrado mais vulneráveis ao vírus HIV. Nos últimos 10 anos, houve um crescimento destacado da contaminação em homens de 15 a 29 anos. Grande parte desse grupo é composta por jovens homossexuais.

A estratégia do governo tem sido focada em divulgar, majoritariamente, a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). A ideia é incentivar os grupos mais vulneráveis a adotarem uma mentalidade de maior cuidado em relação ao vírus HIV.

Como se nota pelos números, a realidade do combate à AIDS no Brasil está longe do ideal. Esse panorama torna ainda mais decisiva uma política focada na prevenção combinada, que pode reduzir drasticamente o número de novos casos em médio e longo prazos. Uma boa alimentação é também uma forma de proteger o corpo de diferentes doenças. Conheça os 10 vegetais indispensáveis em seu dia a dia.

 

Fontes: Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde