A febre amarela tem assustado os brasileiros. Neste artigo, você vai entender o que é mito e o que é verdade a respeito da doença.

 

Desde o fim de 2017, a febre amarela teve uma preocupante escalada, sobretudo no estado de São Paulo. Esse crescimento fez com que a população passasse a olhar com mais cuidado para a doença. Existem muitas dúvidas em relação à febre amarela, por isso alguns esclarecimentos são necessários.

No artigo de hoje, vamos esclarecer os mitos e verdades que cercam a febre amarela, para que você possa entender mais a respeito da vacina e do vírus em si.

Antes de apresentarmos propriamente os mitos e verdades sobre a febre amarela, é importante contextualizar o recente avanço da doença no país.

Como a febre amarela avançou rapidamente

O vírus da febre amarela iniciou sua propagação em larga escala em outubro de 2017. À época, dezenas de macacos foram encontrados mortos em parques do estado de São Paulo, após serem infectados pelo vírus. Vale destacar que esses animais são os principais hospedeiros do vírus, e sua transmissão em ciclo urbano é feita pelo mosquito Aedes Aegypti. Infelizmente, o vetor da doença já é velho conhecido dos brasileiros por ser também o responsável pela transmissão da dengue.

A recente onda de febre amarela é especialmente preocupante devido à propagação em ciclo urbano. Em geral, os registros da doença são mais comuns em áreas rurais e de mata. No chamado ciclo silvestre, outros mosquitos transmitem o vírus, dentre eles o Haemagogus e o Sabethes. A forma silvestre da febre amarela teve um surto importante no final de 2016 a partir de Minas Gerais.

O avanço da febre amarela em seu ciclo urbano tem alarmado a população de regiões antes pouco afetadas pela doença. Por isso, é fundamental esclarecer alguns mitos para você entender tudo a respeito desse perigoso vírus e proteger-se.  Confira a seguir 7 mitos e verdades sobre a febre amarela:

1 Macacos transmitem a febre amarela: Mito

Muitas pessoas fazem uma pequena confusão entre vetor e hospedeiro de um vírus. Diferenciar os dois conceitos ajuda no entendimento geral da doença. Em relação à febre amarela, seu vetor no ciclo urbano é o mosquito Aedes Aegypti. No ciclo silvestre, o vírus é transmitido por outros mosquitos.

Já os macacos são os principais hospedeiros do vírus causador da febre amarela. Porém, eles não têm condições de transmitir a doença para outros animais ou para os seres humanos.

2 A vacina da febre amarela mata: Mito

O medo de uma injeção ajuda a criar alguns mitos. Um dos mais comuns é que a vacina da febre amarela pode matar qualquer pessoa. É preocupante que esse tipo de mito se propague como verdade, pois muitos acabam desencorajados a tomar a vacina.

Cabe destacar, no entanto, que a vacina não é indicada a alguns grupos de pessoas. São eles: portadores de doença autoimune; pessoas com alergia grave ao ovo; crianças de até seis meses; pessoas com HIV/AIDS (com contagem de células CD4 menor que 350 células/mm3); e pacientes em uso de quimioterapia/radioterapia.

3 A dose fracionada protege igualmente: Verdade

Muitos podem pensar que somente a dose padrão tem um efeito de proteção total contra a febre amarela. Mas o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) asseguram que a dose fracionada é igualmente eficaz.

A dose fracionada garante uma proteção de, pelo menos, oito anos a partir da aplicação. A adoção dessa vacina fracionada é uma recomendação da OMS quando há claro risco de expansão da doença para áreas com alta densidade populacional. Em casos assim, é inviável atender a toda a população com a dose única padrão.

4 A imunização em massa coloca a população em risco: Mito

A afirmação de que imunizar milhares de pessoas implica em riscos à sociedade está totalmente incorreta. De fato, a vacinação em massa tem um efeito positivo por ajudar a reduzir a circulação do vírus na comunidade. A lógica é bastante simples: menos doentes, menor chance de transmissão de seus agentes causadores.

Portanto, todos se beneficiam de uma grande campanha de imunização, inclusive aqueles que não tiveram acesso à vacina.

5 As mutações do vírus tiraram a eficácia da vacina: Mito

Diferentes tipos de vírus sofrem mutações ao longo do tempo. Em alguns casos, essas transformações podem dificultar o tratamento e a prevenção.

No caso do vírus da febre amarela, foram descobertas algumas mutações em estudos realizados pelo Instituto Oswaldo Cruz. No entanto, nenhuma dessas mudanças genéticas do vírus interferiu na eficácia da vacina. Portanto, trata-se de mais um mito.

6 A vacina não possui mercúrio em sua fórmula: Verdade

A composição da vacina contra o vírus da febre amarela também gera dúvidas na população. Uma das preocupações das pessoas é a possível presença de metais tóxicos como o mercúrio. O boato de que há mercúrio ou qualquer outro metal na fórmula da vacina não é verdadeiro.

De acordo com a bula da vacina, sua composição inclui diferentes substâncias. Dentre elas, destacam-se sacarose, glutamato de sódio, sorbitol, gelatina bovina hidrolisada, eritromicina e canamicina.

7 A campanha de vacinação é fruto de uma conspiração governamental: Mito

Teorias da conspiração se espalham rapidamente e costumam ter adeptos fervorosos. A vacina contra a febre amarela não escapou dessas teorias. Uma delas diz respeito a uma ação orquestrada pelo Estado. Segundo essa tese, o governo adquiriu um estoque enorme de vacina e precisa se livrar dele.

O boato em questão não passa de mais uma criativa teoria da conspiração. Não houve aquisição excessiva de vacina e os estoques estão de acordo com a necessidade da população. A vacina usada no Brasil é produzida pela Fiocruz e certificada pela Organização Mundial da Saúde.

A história da febre amarela no mundo

Você sabia que a febre amarela tem pelo menos 370 anos de existência? Claro que o vírus pode existir há muito mais tempo, mas o primeiro registro de uma doença com características similares data de 1648. Em um manuscrito maia, foi apontado um surto em Yucatán, México.

A origem da doença, no entanto, está bem distante da América do Norte. Estudos recentes de biologia molecular apontam que o vírus causador da febre amarela tem origem africana. O primeiro registro de epidemia na Europa se deu em 1730, na Península Ibérica. Já nos Estados Unidos, severos surtos de febre amarela acometeram a população nos séculos XVIII e XIX.

A história da febre amarela no Brasil

O Brasil foi um dos primeiros países a ter um registro sobre a ocorrência de febre amarela. Sua primeira aparição em território nacional se deu em Pernambuco, em 1685. Nos anos seguintes, o vírus chegou a Salvador e causou quase mil mortes. O impacto da doença motivou a realização de grandes campanhas, que colaboraram para reduzir consideravelmente a doença no país.

Em seu ciclo urbano, a febre amarela foi registrada pela última vez no Brasil em 1942, no estado do Acre. Hoje, existe um temor de que a doença volte a se espalhar em ambiente urbano, por isso muitas campanhas de vacinação estão sendo feitas. Confira aqui os postos de vacinação contra a febre amarela de acordo com a sua região em SP.

Saiba mais sobre a febre amarela

A doença que tem assustado os brasileiros nos últimos meses já foi assunto em nosso blog. Neste post, você vai entender em detalhes os sintomas e o tratamento da febre amarela.

 

Fonte: Ministério da Saúde

O vírus HIV, causador da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), está entre os mais temidos do mundo. O combate a essa doença passa diretamente por uma ação preventiva por parte das pessoas. Uma grande parcela do impacto da AIDS ao redor do mundo decorre justamente da negligência na prevenção. O uso do preservativo é recomendado e muito eficaz, mas a prevenção combinada tem um efeito muito mais decisivo.

O post de hoje esclarece o conceito de prevenção combinada e mostra como ela pode contribuir para que cada vez menos pessoas contraiam o vírus HIV. Embora tratável, a AIDS ainda é uma doença incurável. Esse fator torna ainda mais importante um comportamento mais responsável de cada um. É também por isso que autoridades de todo o mundo se esforçam na divulgação de técnicas de prevenção.

HIV ou AIDS? Uma dúvida recorrente

Por ser uma doença amplamente difundida e abordada nos meios de comunicação, a AIDS gera dúvidas nas pessoas. Uma delas é a confusão entre AIDS e HIV, que alguns acabam entendendo erroneamente como sinônimos.

HIV é o vírus que causa a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Pessoas que têm o vírus em seu corpo não necessariamente desenvolvem a doença ao longo da vida. O vírus HIV ataca as células responsáveis pela defesa do organismo, os linfócitos. Já a AIDS é o quadro clínico decorrente da ação do vírus, quando a destruição de linfócitos compromete seriamente o sistema imunológico.

Preservativo: fundamental, mas insuficiente

O uso do preservativo – conhecido também como camisinha – é o método de prevenção mais usual contra o HIV. Sua eficácia é comprovada, por isso essa estratégia segue encorajada por entidades da área de saúde. O preservativo protege não apenas contra o vírus HIV, mas também contra várias doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

A grande importância do preservativo no combate à AIDS pode criar a ilusão de que ele dá total garantia contra a doença. De fato, a camisinha ajuda bastante, mas há formas alternativas de se prevenir contra o vírus. A soma desses métodos resulta na prevenção combinada.

O que é prevenção combinada?

Como o próprio nome sugere, prevenção combinada é um conjunto de medidas que fortalecem a proteção contra a AIDS. Essa combinação pode ser feita de forma simultânea ou sequencial. A escolha varia de acordo com as características e fase da vida de cada pessoa.

O Ministério da Saúde define a prevenção combinada como uma estratégia de prevenção que faz uso combinado de intervenções biomédicas, comportamentais e estruturais aplicadas no nível dos indivíduos, de suas relações e dos grupos sociais a que pertencem, mediante ações que levem em consideração suas necessidades e especificidades e as formas de transmissão do vírus.

É importante pontuar que a prevenção combinada tem uma atuação em três pilares. As diferentes intervenções (biomédicas, comportamentais e estruturais) contribuem para enriquecer a estratégia preventiva. Entenda a seguir como funciona cada pilar.

Intervenções biomédicas

São consideradas intervenções biomédicas as iniciativas focadas em reduzir a exposição ao vírus. Um exemplo que se enquadra nessa categoria é o uso de preservativo. A abordagem biomédica se concentra em impedir a transmissão do vírus para pessoas que não estão contaminadas.

Essa abordagem se baseia em situações conhecidas, e consolidadas cientificamente, de risco de infecção. Relações sexuais desprotegidas e demais contatos com material biológico contaminado pelo HIV, por exemplo.

Há uma distinção fundamental nas intervenções biomédicas: Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e Profilaxia Pós-Exposição (PEP). As duas estratégias se diferenciam pelo momento em que a medida preventiva é adotada. Outro aspecto que muda é o tempo de uso da medicação: PrEP tem uso contínuo, e PEP é prescrito por 28 dias. A Profilaxia Pós-Exposição pode ser oportuna em casos em que a camisinha estoura durante o ato sexual – o que tira sua eficiência.

Intervenções comportamentais

As intervenções comportamentais trazem uma abordagem mais focada no psicológico das pessoas. O objetivo é mudar algumas atitudes para reduzir a exposição a situações de risco. Nesse trabalho de conscientização, é determinante trazer novas percepções a respeito da mensuração dos riscos.

Quando se fala em risco na área de saúde pública, tecnicamente refere-se a probabilidade. Os fatores de risco são aqueles que elevam a probabilidade de incidência de determinada doença. Porém, no combate à AIDS, o conceito de vulnerabilidades é considerado mais moderno do que fatores de risco.

Uma intervenção comportamental se apoia em grande medida na ideia de vulnerabilidades, divididas em três planos: individual, social e programática:

  • Vulnerabilidade individual: Relaciona-se às informações que as pessoas têm sobre a AIDS e à capacidade de incorporar novos conceitos com foco em prevenção.
  • Vulnerabilidade social: remete a aspectos culturais, políticos e morais relacionados à vida em sociedade.
  • Vulnerabilidade programática: é baseada na qualidade de respostas institucionais ao vírus HIV em uma sociedade, a partir de aspectos como investimentos governamentais específicos.

Intervenções estruturais

O pilar estrutural tem uma dimensão mais ampla e direcionada a grandes grupos de pessoas. Intervenções desse tipo alteram causas ou estruturas-chave que influenciam diretamente os riscos e as vulnerabilidades relacionadas ao HIV.

Algumas características sociais podem potencializar vulnerabilidades em determinados segmentos. O papel das intervenções estruturais é minimizar esse impacto. Nesse sentido, uma abordagem local se faz necessária porque, num país continental como o Brasil, há centenas de realidades diferentes.

Intervenções estruturais – em muitos casos – ajudam na superação de preconceitos, discriminações e intolerância contra certos grupos. Essa ação de cunho social procura garantir direitos e dignidade a todos. Veja abaixo alguns exemplos de situações que podem resultar em uma intervenção estrutural:

  • Preconceito de classe social;
  • Preconceito religioso;
  • Machismo
  • Racismo;
  • Homofobia.

Quais métodos podem ser combinados?

Além do preservativo, há vários métodos que contribuem ao combate do vírus HIV. Confira abaixo uma lista com diferentes métodos que podem compor uma prevenção combinada:

  • Testagem regular para o HIV, que pode ser feita gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS);
  • Prevenção da transmissão vertical (quando o vírus é transmitido para o bebê durante a gravidez);
  • Tratamento de infecções sexualmente transmissíveis e das hepatites virais;
  • Imunização para as hepatites A e B;
  • Programas de redução de danos para os usuários de álcool e outras substâncias;
  • Profilaxia pré-exposição (PrEP);
  • Profilaxia pós-exposição (PEP);
  • Tratamento de pessoas que já vivem com HIV.

HIV no Brasil: panorama atual

Atualmente, estima-se que mais de 800 mil pessoas vivam com HIV no Brasil. A cada ano, a média de novos casos fica na casa dos 40 mil, o que indica um avanço significativo. Os números elevados preocupam e justificam o esforço governamental na conscientização da população.

Alguns grupos sociais têm se mostrado mais vulneráveis ao vírus HIV. Nos últimos 10 anos, houve um crescimento destacado da contaminação em homens de 15 a 29 anos. Grande parte desse grupo é composta por jovens homossexuais.

A estratégia do governo tem sido focada em divulgar, majoritariamente, a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). A ideia é incentivar os grupos mais vulneráveis a adotarem uma mentalidade de maior cuidado em relação ao vírus HIV.

Como se nota pelos números, a realidade do combate à AIDS no Brasil está longe do ideal. Esse panorama torna ainda mais decisiva uma política focada na prevenção combinada, que pode reduzir drasticamente o número de novos casos em médio e longo prazos. Uma boa alimentação é também uma forma de proteger o corpo de diferentes doenças. Conheça os 10 vegetais indispensáveis em seu dia a dia.

 

Fontes: Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde

A asma é uma das doenças respiratórias crônicas (DRC) mais comuns. As principais características dessa doença pulmonar são dificuldade de respirar, chiado e aperto no peito, respiração curta e rápida. Os sintomas normalmente pioram à noite e nas primeiras horas da manhã, após a prática de exercícios físicos, à exposição a alérgenos, à poluição ambiental e a mudanças climáticas.

Vários fatores ambientais e genéticos podem gerar ou agravar a asma. Entre os aspectos ambientais estão a exposição à poeira e barata, aos ácaros e fungos, às variações climáticas e infecções virais (especialmente o vírus sincicial respiratório e rinovírus, principais agentes causadores de pneumonia e resfriado, respectivamente). Para os fatores genéticos, destacam-se o histórico familiar de asma ou rinite e, além da obesidade.

 

Sintomas

 

  • Tosse;
  • Chiado no peito;
  • Dificuldade para respirar;
  • Respiração rápida e curta;
  • Desconforto torácico.

Alguns sintomas podem até confundir, mas não são de asma. Para um diagnóstico adequado, procure um profissional de saúde.

 

Diagnóstico

De acordo com o Ministério da Saúde, o diagnóstico da asma é principalmente clínico, obtido pela anamnese (entrevista do médico com o paciente). Sempre que possível, é recomendado realizar a prova de função pulmonar para confirmar o diagnóstico e classificar a gravidade. Em crianças de até os cinco anos, o diagnóstico é eminentemente clínico, pela dificuldade de realização de provas funcionais.

Na consulta, o médico deverá perguntar se o paciente tem ou teve episódios recorrentes de falta de ar e chiado no peito; se já usou broncodilatador oral ou inalatório para aliviar os sintomas, se há episódios de tosse persistente, principalmente à noite e no início da manhã; se acorda com frequência à noite por causa de falta de ar ou acessos de tosse; se nota algum dos sintomas após exposição a mofo, poeira, animais, fumaça de cigarro, perfumes ou após resfriados, riso e choro; e se alguém da família tem ou teve asma, alergias ou outros problemas respiratórios.

 

Classificação da Gravidade da asma

MANIFESTAÇÕES CLÍNICA

GRAVIDADE (*)

Intermitente

Persistente leve

Persistente moderada

Persistente grave

Sintomas

2x/semana ou menos

Mais de 2x/semana, mas não diariamente.

Diários

Diários ou contínuos

Despertares noturnos

2x/semana ou menos

3-4x/mês

Mais de 1x/semana

Quase diários

Necessidade de agonista beta-2 adrenérgico para alívio

2x/semana ou menos

Menos de 2x/semana.

Diários

Diária

Limitação de atividades

Nenhuma

Presente nas exacerbações

Presente nas exacerbações

Contínua

Exacerbações

Igual 1/ano ou nenhuma/ano

Igual ou mais de 2/ano

Igual ou mais de 2/ano

Igual ou mais de 2/ano

VEF1 ou PFE

Igual ou maior que 80% previsto

Igual ou maior que 80% previsto

60%-80% previsto

Igual ou menor que 60% previsto

Variação VEF1 ou PFE

Menor que 20%

Menor que 20%-30%

Maior que 30%

Maior que 30%

 

Tratamento

O objetivo do tratamento da asma é a melhora da qualidade de vida, obtida pelo controle dos sintomas e pela melhora da função pulmonar. O tratamento medicamentoso é realizado junto com medidas educativas e de controle dos fatores que disparam a crise de asma.

A definição do tratamento é feita a partir dos sintomas atuais, do histórico clínico e da avaliação funcional. São utilizados medicamentos para alívio rápido dos sintomas e para manutenção do controle da crise. A base do tratamento da asma persistente é o uso continuado de medicamentos com ação anti-inflamatória, também chamados controladores, sendo os corticosteroides inalatórios (bombinha) os principais. Pode-se associar também medicamentos de alívio, com efeito broncodilatador.

Em todos os casos, é preciso reduzir a exposição aos fatores desencadeantes/agravantes. A cada consulta, o paciente deve receber orientações para o autocuidado -  identificação precoce dos sintomas, como proceder em caso de crise, controle e monitoramento da asma, e ser agendado para reconsulta conforme a gravidade apresentada.

Fonte: MS

O que é Hipertensão?

Ter Hipertensão, ou pressão alta, é apresentar, sistematicamente, a pressão arterial igual ou maior que 14 por 9.  Existem vários motivos para e elevação da pressão, mas o principal acontece porque os vasos nos quais o sangue circula se contraem. 

A Hipertensão é muito comum, atinge uma em cada quatro pessoas adultas. Estima-se que atinja em torno de, no mínimo, 25 % da população brasileira adulta, chegando a mais de 50% após os 60 anos e está presente em 5% das crianças e adolescentes no Brasil.

 

Diagnóstico da Hipertensão

O diagnóstico da hipertensão é feito a partir da medida da pressão arterial e deve ser realizada em toda avaliação médica, por qualquer profissional de saúde devidamente capacitado. Isso é fundamental para o diagnóstico da doença e para o acompanhamento do tratamento da pressão arterial.


A gravidade da doença:

Anualmente, quase trezentas mil pessoas morrem no Brasil de doenças cardiovasculares, mais da metade decorrente da pressão alta. 

A doença é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.

A pressão alta é grave, também, por ser uma "inimiga silenciosa", pois muitas vezes o paciente não sente nenhum sintoma.


As consequências da pressão alta podem ser evitadas, desde que, os hipertensos sejam diagnosticados e mantenham-se em tratamento.

 

Confira os 10 mandamentos da Sociedade Brasileira de Hipertensão para ficar longe da doença:

  1. Meça a pressão pelo menos uma vez por ano;
  2. Pratique atividade física diariamente;
  3. Mantenha o peso ideal;
  4. Adote uma alimentação saudável: pouco sal, sem frituras e mais frutas, verduras e legumes;
  5. Reduza ou elimine o consumo de álcool;
  6. Abandone o cigarro; nunca pare o tratamento;
  7. Siga as orientações do seu médico;
  8. Evite o estresse;
  9. Tenha tempo para a família, os amigos e o lazer;
  10. Ame e seja amado.

 

Dia de Prevenção e Combate à Hipertensão

No dia 26 de abril deste ano, acontece a campanha prevenção e combate à hipertensão, reunindo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, Cardiologia e Nefrologia, e a Federação Nacional das Associações de Portadores de Hipertensão Arterial.
Serão realizadas por todo pais atividades de medição da pressão arterial, ações educacionais e promoções de atividades físicas.

 

Fontes: SBH, Hospital Sirio Libanes, UNICAMP

Ministério da Saúde informa que serão vacinadas 54,4 milhões de pessoas, que pertencem a grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. O Dia D de mobilização nacional será 12 de maio de 2018

O Ministério da Saúde, em conjunto com os estados e municípios, realiza a 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. A mobilização começa no dia 23 de abril de 2018 e seguirá até 1º de junho, sendo sábado (12 de maio), o dia de mobilização nacional. Ao todo, deverão receber a vacina 54,4 milhões de pessoas que integram os grupos prioritários. Para isso, o Ministério da Saúde adquiriu 60 milhões de doses da vacina, que serão entregues em etapas aos estados.

O anúncio da campanha de vacinação contra gripe deste ano foi feito em coletiva pelo ministro da Saúde, Gilberto Occhi, nesta quarta-feira (18). O Ministério da Saúde está assegurando vacina para 100% do público-alvo da campanha.

O grupo prioritário da campanha são pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses aos menores de cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas - e os funcionários do sistema prisional.

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais também devem se vacinar. Este público deve apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receberem a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

O Ministério da Saúde alerta para que as pessoas se vacinem dentro do prazo da campanha para evitar gripe e seus possíveis agravamentos. É preciso que todos estejam devidamente protegidos antes do inverno chegar, já que a vacina precisa de 15 dias para garantir a proteção.

No dia 12 de maio, quando ocorre a mobilização nacional, estarão abertos 65 mil postos de vacinação, sendo 37 mil de rotina e 28 mil volantes, com envolvimento de 240 mil pessoas. Também estarão disponíveis, para a mobilização, 27 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais.

A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos. Ela protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS, (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B). Neste ano, apenas a cepa da influenza A (H1N1) não foi alterada: A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09; A/Singapore/INFIMH-16-0019/2016 (H3N2); e B/Phuket/3073/2013.

 

Distribuição de Doses

Desde o dia 9 de abril, as doses adquiridas pelo Ministério da Saúde estão sendo distribuídas aos estados, que são responsáveis pelo repasse aos municípios para a realização da campanha. Até o dia 20 de abril, 17,2 milhões de doses terão sido enviadas aos estados, representando 41% da entrega da campanha. No total, oito remessas de doses foram programadas para o envio até o dia 25 de maio, totalizando 100%.

A distribuição do imunobiológico é feita em etapas, de acordo com a capacidade de armazenamento das vacinas nos estados e municípios. O cronograma de entrega das vacinas segue critérios técnicos, como incidência de casos e óbitos e logística de distribuição para áreas de difícil acesso. O Ministério da Saúde considera que os estados devem priorizar o envio de vacinas aos municípios com maior incidência da doença.

 

Campanha

Neste ano, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza terá como padrinho, o ex-jogador de futebol Pelé, que vai convocar todos os públicos a se vacinarem. A campanha publicitária começa a ser veiculada no próximo domingo (22/04) e continua até o final da mobilização nacional. Com o slogan, “Entre para o time da saúde. Vacine-se contra a gripe e fique protegido”, o Rei do Futebol faz um convite para o grupo prioritário se proteger contra a gripe. A campanha publicitária será exibida em TV aberta, rádio, nos meios impresso (jornais e revistas), mídia exterior (busdoor, placas em ruas e avenidas, abrigo de ônibus, metrô), no meio online (internet e com ações nas redes sociais).

 

Prevenção

A transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medida de prevenção para evitar a doença, como: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar; não compartilhar objetos de uso pessoal; além de evitar locais com aglomeração de pessoas.

 

Reação Adversa

Após a aplicação da vacina, podem ocorrer, de forma rara, dor, vermelhidão e endurecimento no local da injeção. São manifestações consideradas benignas, cujos efeitos costumam passar em 48 horas.  A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. É importante procurar o médico para mais orientações. 

 

Medicamento

O uso do antiviral Oseltamivir (Tamiflu) está indicado para os casos de síndrome respiratória aguda grave e casos de síndrome gripal com condições e fatores de risco para complicações, de acordo com o Protocolo de Tratamento de Influenza 2015, do Ministério da Saúde. No caso de pacientes com síndrome gripal, sem condições e fatores de risco para complicações, a prescrição do fosfato de Oseltamivir deve ser considerada por avaliação clínica. O tratamento deve ser realizado, preferencialmente, nas primeiras 48h após o início dos sintomas.

Todos os estados estão abastecidos com o medicamento e devem disponibilizá-lo de forma estratégica em suas unidades de saúde. Desde o início deste ano, foram enviados 7,3 milhões de unidades do medicamento Oseltamivir aos estados, que estão devidamente abastecidos. Cabe aos estados, Distrito Federal e os municípios a responsabilidade pelo armazenamento, distribuição e dispensação do medicamento.

 

Casos Da Doença 

Em 2018, até 14 de abril, foram registrados 392 casos de influenza em todo o país, com 62 óbitos. Do total, 190 casos e 33 óbitos foram por H1N1. Em relação ao vírus H3N2, foram registrados 93 casos e 15 óbitos. Ainda foram registrados 62 casos e 6 óbitos por influenza B e os outros 47 casos e 8 óbitos por influenza A não subtipado.

No mesmo período de 2017, foram registrados 394 casos e 66 óbitos por influenza no país. Desse total, 25 casos e 7 mortes foram por H1N1; 244 casos e 30 óbitos por H3N2; 81 casos e 24 óbitos por influenza B; e 44 casos e 5 mortes por influenza A não subtipada. Em todo o ano de 2017, foram registrados 2.691 casos e 498 óbitos por influenza. 

O Brasil possui uma rede de unidades sentinelas para vigilância da influenza, distribuídas em serviços de saúde de todas as unidades federadas, que monitoram a circulação do vírus influenza por meio de casos de síndrome gripal (SG) e síndrome respiratória aguda grave (SRAG).

A OMS estima que cerca de 1,2 bilhão de pessoas no mundo apresentam risco elevado para complicações da influenza: 385 milhões de idosos acima de 65 anos de idade, 140 milhões de crianças, e 700 milhões de crianças e adultos com doença crônica. Em populações não vacinadas, a maioria das mortes por influenza sazonal é registrada em idosos.

 

Fonte: Ministério da Saúde