O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, grave que pode ser transmitida pela fala, tosse e espirro, e extremamente contagiosa, mas que pode ser prevenida através de vacina, que está disponível através do Sistema Único de Saúde (SUS). A doença pode ser contraída por pessoas de qualquer idade.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil recebeu em 2016 o registro de eliminação da circulação do vírus do sarampo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Recentemente o país enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima (200 casos confirmados e 2 mortes) e Amazonas (263 casos). Além disso, alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados em São Paulo, Rio Grande do Sul, Rondônia e Rio de Janeiro.

 

Sintomas

Principais sinais:

  • Febre alta, acima de 38,5°C;
  • Dor de cabeça;
  • Manchas vermelhas, que surgem primeiro no rosto e atrás das orelhas, e, em seguida, se espalham pelo corpo;
  • Tosse;
  • Coriza;
  • Conjuntivite;
  • Manchas brancas que aparecem na mucosa, que antecede de 1 a 2 dias antes do aparecimento das manchas vermelhas.

 

Conheça os sintomas do sarampo por período

Período de infecção: dura cerca de sete dias, onde surge a febre, acompanhada de tosse seca, coriza, conjuntivite e fotofobia. Do 2° ao 4° dia desse período, surgem as manchas vermelhas.

Remissão: caracteriza-se pela diminuição dos sintomas, com declínio da febre. A erupção na pele torna-se escurecida e, em alguns casos pode ocorrer descamação.

Período toxêmico: o sarampo compromete a resistência e pode facilitar a ocorrência de superinfecção viral ou bacteriana. Por isso, são frequentes as complicações, principalmente nas crianças.

Caso ocorra febre por mais de três dias, após o aparecimento das erupções, pode ser um sinal de alerta, pois pode indicar o aparecimento de complicações, sendo as mais simples: infecções respiratórias; otites; doenças diarreicas e neurológicas.

 

Como ocorre a transmissão?

A transmissão do sarampo ocorre de forma direta muito parecida com a gripe, por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Por isso, o alto poder de contágio. A transmissão ocorre de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento das erupções.

 

Prevenção

A prevenção contra a doença é feita através da vacinação. Neste ano, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo será realizada entre 6 e 31 de agosto, sendo o dia 18 de agosto o dia de mobilização nacional - o 'Dia D'.

 

Quem pode tomar a vacina?

Crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade: uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses de idade (tetra viral).

Crianças de 5 anos a 9 anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente: duas doses da vacina tríplice.

Para adolescentes e adultos até 49 anos:

  • Pessoas de 10 a 29 anos  -  duas doses da vacina tríplice 
  • Pessoas de 30 a 49 anos  - uma dose da vacina tríplice viral

Quem comprovar a vacinação contra o sarampo conforme preconizado para sua faixa etária, não precisa receber a vacina novamente.

A vacina é disponibilizada gratuitamente em mais de 36 mil salas em todo país através do SUS.

 

Quem não pode receber a vacina:

  • Casos suspeitos de sarampo
  • Gestantes - devem esperar para serem vacinadas após o parto
  • Menores de 6 meses de idade
  •  Pessoas Imunocomprometidas (com doenças que abalam fortemente o sistema imune)

 

Não lembro se tomei a vacina. Devo tomar?

Caso não tenha a carteira de vacinação e não sabe se tomou a vacina ou não, ou se teve a doença no passado, vale tomar a vacina novamente.

 

A vacina tem reforço?

Não. Duas doses valem para a vida inteira. Quem já teve a doença também está protegido.

 

Tratamento

Não existe tratamento específico para o sarampo. É recomendável a administração da vitamina A em crianças que tenham a doença, reduzindo a chance de casos graves e fatais.

Para os casos sem complicação, manter a hidratação, o suporte nutricional e diminuir a hipertermia. Muitas crianças necessitam de quatro a oito semanas para recuperar o estado nutricional que apresentavam antes do sarampo. Complicações como diarreia, pneumonia e otite média devem ser tratadas de acordo com normas e procedimentos estabelecidos pelo Ministério da Saúde