A febre amarela tem assustado os brasileiros. Neste artigo, você vai entender o que é mito e o que é verdade a respeito da doença.

 

Desde o fim de 2017, a febre amarela teve uma preocupante escalada, sobretudo no estado de São Paulo. Esse crescimento fez com que a população passasse a olhar com mais cuidado para a doença. Existem muitas dúvidas em relação à febre amarela, por isso alguns esclarecimentos são necessários.

No artigo de hoje, vamos esclarecer os mitos e verdades que cercam a febre amarela, para que você possa entender mais a respeito da vacina e do vírus em si.

Antes de apresentarmos propriamente os mitos e verdades sobre a febre amarela, é importante contextualizar o recente avanço da doença no país.

Como a febre amarela avançou rapidamente

O vírus da febre amarela iniciou sua propagação em larga escala em outubro de 2017. À época, dezenas de macacos foram encontrados mortos em parques do estado de São Paulo, após serem infectados pelo vírus. Vale destacar que esses animais são os principais hospedeiros do vírus, e sua transmissão em ciclo urbano é feita pelo mosquito Aedes Aegypti. Infelizmente, o vetor da doença já é velho conhecido dos brasileiros por ser também o responsável pela transmissão da dengue.

A recente onda de febre amarela é especialmente preocupante devido à propagação em ciclo urbano. Em geral, os registros da doença são mais comuns em áreas rurais e de mata. No chamado ciclo silvestre, outros mosquitos transmitem o vírus, dentre eles o Haemagogus e o Sabethes. A forma silvestre da febre amarela teve um surto importante no final de 2016 a partir de Minas Gerais.

O avanço da febre amarela em seu ciclo urbano tem alarmado a população de regiões antes pouco afetadas pela doença. Por isso, é fundamental esclarecer alguns mitos para você entender tudo a respeito desse perigoso vírus e proteger-se.  Confira a seguir 7 mitos e verdades sobre a febre amarela:

1 Macacos transmitem a febre amarela: Mito

Muitas pessoas fazem uma pequena confusão entre vetor e hospedeiro de um vírus. Diferenciar os dois conceitos ajuda no entendimento geral da doença. Em relação à febre amarela, seu vetor no ciclo urbano é o mosquito Aedes Aegypti. No ciclo silvestre, o vírus é transmitido por outros mosquitos.

Já os macacos são os principais hospedeiros do vírus causador da febre amarela. Porém, eles não têm condições de transmitir a doença para outros animais ou para os seres humanos.

2 A vacina da febre amarela mata: Mito

O medo de uma injeção ajuda a criar alguns mitos. Um dos mais comuns é que a vacina da febre amarela pode matar qualquer pessoa. É preocupante que esse tipo de mito se propague como verdade, pois muitos acabam desencorajados a tomar a vacina.

Cabe destacar, no entanto, que a vacina não é indicada a alguns grupos de pessoas. São eles: portadores de doença autoimune; pessoas com alergia grave ao ovo; crianças de até seis meses; pessoas com HIV/AIDS (com contagem de células CD4 menor que 350 células/mm3); e pacientes em uso de quimioterapia/radioterapia.

3 A dose fracionada protege igualmente: Verdade

Muitos podem pensar que somente a dose padrão tem um efeito de proteção total contra a febre amarela. Mas o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) asseguram que a dose fracionada é igualmente eficaz.

A dose fracionada garante uma proteção de, pelo menos, oito anos a partir da aplicação. A adoção dessa vacina fracionada é uma recomendação da OMS quando há claro risco de expansão da doença para áreas com alta densidade populacional. Em casos assim, é inviável atender a toda a população com a dose única padrão.

4 A imunização em massa coloca a população em risco: Mito

A afirmação de que imunizar milhares de pessoas implica em riscos à sociedade está totalmente incorreta. De fato, a vacinação em massa tem um efeito positivo por ajudar a reduzir a circulação do vírus na comunidade. A lógica é bastante simples: menos doentes, menor chance de transmissão de seus agentes causadores.

Portanto, todos se beneficiam de uma grande campanha de imunização, inclusive aqueles que não tiveram acesso à vacina.

5 As mutações do vírus tiraram a eficácia da vacina: Mito

Diferentes tipos de vírus sofrem mutações ao longo do tempo. Em alguns casos, essas transformações podem dificultar o tratamento e a prevenção.

No caso do vírus da febre amarela, foram descobertas algumas mutações em estudos realizados pelo Instituto Oswaldo Cruz. No entanto, nenhuma dessas mudanças genéticas do vírus interferiu na eficácia da vacina. Portanto, trata-se de mais um mito.

6 A vacina não possui mercúrio em sua fórmula: Verdade

A composição da vacina contra o vírus da febre amarela também gera dúvidas na população. Uma das preocupações das pessoas é a possível presença de metais tóxicos como o mercúrio. O boato de que há mercúrio ou qualquer outro metal na fórmula da vacina não é verdadeiro.

De acordo com a bula da vacina, sua composição inclui diferentes substâncias. Dentre elas, destacam-se sacarose, glutamato de sódio, sorbitol, gelatina bovina hidrolisada, eritromicina e canamicina.

7 A campanha de vacinação é fruto de uma conspiração governamental: Mito

Teorias da conspiração se espalham rapidamente e costumam ter adeptos fervorosos. A vacina contra a febre amarela não escapou dessas teorias. Uma delas diz respeito a uma ação orquestrada pelo Estado. Segundo essa tese, o governo adquiriu um estoque enorme de vacina e precisa se livrar dele.

O boato em questão não passa de mais uma criativa teoria da conspiração. Não houve aquisição excessiva de vacina e os estoques estão de acordo com a necessidade da população. A vacina usada no Brasil é produzida pela Fiocruz e certificada pela Organização Mundial da Saúde.

A história da febre amarela no mundo

Você sabia que a febre amarela tem pelo menos 370 anos de existência? Claro que o vírus pode existir há muito mais tempo, mas o primeiro registro de uma doença com características similares data de 1648. Em um manuscrito maia, foi apontado um surto em Yucatán, México.

A origem da doença, no entanto, está bem distante da América do Norte. Estudos recentes de biologia molecular apontam que o vírus causador da febre amarela tem origem africana. O primeiro registro de epidemia na Europa se deu em 1730, na Península Ibérica. Já nos Estados Unidos, severos surtos de febre amarela acometeram a população nos séculos XVIII e XIX.

A história da febre amarela no Brasil

O Brasil foi um dos primeiros países a ter um registro sobre a ocorrência de febre amarela. Sua primeira aparição em território nacional se deu em Pernambuco, em 1685. Nos anos seguintes, o vírus chegou a Salvador e causou quase mil mortes. O impacto da doença motivou a realização de grandes campanhas, que colaboraram para reduzir consideravelmente a doença no país.

Em seu ciclo urbano, a febre amarela foi registrada pela última vez no Brasil em 1942, no estado do Acre. Hoje, existe um temor de que a doença volte a se espalhar em ambiente urbano, por isso muitas campanhas de vacinação estão sendo feitas. Confira aqui os postos de vacinação contra a febre amarela de acordo com a sua região em SP.

Saiba mais sobre a febre amarela

A doença que tem assustado os brasileiros nos últimos meses já foi assunto em nosso blog. Neste post, você vai entender em detalhes os sintomas e o tratamento da febre amarela.

 

Fonte: Ministério da Saúde

A asma é uma das doenças respiratórias crônicas (DRC) mais comuns. As principais características dessa doença pulmonar são dificuldade de respirar, chiado e aperto no peito, respiração curta e rápida. Os sintomas normalmente pioram à noite e nas primeiras horas da manhã, após a prática de exercícios físicos, à exposição a alérgenos, à poluição ambiental e a mudanças climáticas.

Vários fatores ambientais e genéticos podem gerar ou agravar a asma. Entre os aspectos ambientais estão a exposição à poeira e barata, aos ácaros e fungos, às variações climáticas e infecções virais (especialmente o vírus sincicial respiratório e rinovírus, principais agentes causadores de pneumonia e resfriado, respectivamente). Para os fatores genéticos, destacam-se o histórico familiar de asma ou rinite e, além da obesidade.

 

Sintomas

 

  • Tosse;
  • Chiado no peito;
  • Dificuldade para respirar;
  • Respiração rápida e curta;
  • Desconforto torácico.

Alguns sintomas podem até confundir, mas não são de asma. Para um diagnóstico adequado, procure um profissional de saúde.

 

Diagnóstico

De acordo com o Ministério da Saúde, o diagnóstico da asma é principalmente clínico, obtido pela anamnese (entrevista do médico com o paciente). Sempre que possível, é recomendado realizar a prova de função pulmonar para confirmar o diagnóstico e classificar a gravidade. Em crianças de até os cinco anos, o diagnóstico é eminentemente clínico, pela dificuldade de realização de provas funcionais.

Na consulta, o médico deverá perguntar se o paciente tem ou teve episódios recorrentes de falta de ar e chiado no peito; se já usou broncodilatador oral ou inalatório para aliviar os sintomas, se há episódios de tosse persistente, principalmente à noite e no início da manhã; se acorda com frequência à noite por causa de falta de ar ou acessos de tosse; se nota algum dos sintomas após exposição a mofo, poeira, animais, fumaça de cigarro, perfumes ou após resfriados, riso e choro; e se alguém da família tem ou teve asma, alergias ou outros problemas respiratórios.

 

Classificação da Gravidade da asma

MANIFESTAÇÕES CLÍNICA

GRAVIDADE (*)

Intermitente

Persistente leve

Persistente moderada

Persistente grave

Sintomas

2x/semana ou menos

Mais de 2x/semana, mas não diariamente.

Diários

Diários ou contínuos

Despertares noturnos

2x/semana ou menos

3-4x/mês

Mais de 1x/semana

Quase diários

Necessidade de agonista beta-2 adrenérgico para alívio

2x/semana ou menos

Menos de 2x/semana.

Diários

Diária

Limitação de atividades

Nenhuma

Presente nas exacerbações

Presente nas exacerbações

Contínua

Exacerbações

Igual 1/ano ou nenhuma/ano

Igual ou mais de 2/ano

Igual ou mais de 2/ano

Igual ou mais de 2/ano

VEF1 ou PFE

Igual ou maior que 80% previsto

Igual ou maior que 80% previsto

60%-80% previsto

Igual ou menor que 60% previsto

Variação VEF1 ou PFE

Menor que 20%

Menor que 20%-30%

Maior que 30%

Maior que 30%

 

Tratamento

O objetivo do tratamento da asma é a melhora da qualidade de vida, obtida pelo controle dos sintomas e pela melhora da função pulmonar. O tratamento medicamentoso é realizado junto com medidas educativas e de controle dos fatores que disparam a crise de asma.

A definição do tratamento é feita a partir dos sintomas atuais, do histórico clínico e da avaliação funcional. São utilizados medicamentos para alívio rápido dos sintomas e para manutenção do controle da crise. A base do tratamento da asma persistente é o uso continuado de medicamentos com ação anti-inflamatória, também chamados controladores, sendo os corticosteroides inalatórios (bombinha) os principais. Pode-se associar também medicamentos de alívio, com efeito broncodilatador.

Em todos os casos, é preciso reduzir a exposição aos fatores desencadeantes/agravantes. A cada consulta, o paciente deve receber orientações para o autocuidado -  identificação precoce dos sintomas, como proceder em caso de crise, controle e monitoramento da asma, e ser agendado para reconsulta conforme a gravidade apresentada.

Fonte: MS

O que é Hipertensão?

Ter Hipertensão, ou pressão alta, é apresentar, sistematicamente, a pressão arterial igual ou maior que 14 por 9.  Existem vários motivos para e elevação da pressão, mas o principal acontece porque os vasos nos quais o sangue circula se contraem. 

A Hipertensão é muito comum, atinge uma em cada quatro pessoas adultas. Estima-se que atinja em torno de, no mínimo, 25 % da população brasileira adulta, chegando a mais de 50% após os 60 anos e está presente em 5% das crianças e adolescentes no Brasil.

 

Diagnóstico da Hipertensão

O diagnóstico da hipertensão é feito a partir da medida da pressão arterial e deve ser realizada em toda avaliação médica, por qualquer profissional de saúde devidamente capacitado. Isso é fundamental para o diagnóstico da doença e para o acompanhamento do tratamento da pressão arterial.


A gravidade da doença:

Anualmente, quase trezentas mil pessoas morrem no Brasil de doenças cardiovasculares, mais da metade decorrente da pressão alta. 

A doença é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.

A pressão alta é grave, também, por ser uma "inimiga silenciosa", pois muitas vezes o paciente não sente nenhum sintoma.


As consequências da pressão alta podem ser evitadas, desde que, os hipertensos sejam diagnosticados e mantenham-se em tratamento.

 

Confira os 10 mandamentos da Sociedade Brasileira de Hipertensão para ficar longe da doença:

  1. Meça a pressão pelo menos uma vez por ano;
  2. Pratique atividade física diariamente;
  3. Mantenha o peso ideal;
  4. Adote uma alimentação saudável: pouco sal, sem frituras e mais frutas, verduras e legumes;
  5. Reduza ou elimine o consumo de álcool;
  6. Abandone o cigarro; nunca pare o tratamento;
  7. Siga as orientações do seu médico;
  8. Evite o estresse;
  9. Tenha tempo para a família, os amigos e o lazer;
  10. Ame e seja amado.

 

Dia de Prevenção e Combate à Hipertensão

No dia 26 de abril deste ano, acontece a campanha prevenção e combate à hipertensão, reunindo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, Cardiologia e Nefrologia, e a Federação Nacional das Associações de Portadores de Hipertensão Arterial.
Serão realizadas por todo pais atividades de medição da pressão arterial, ações educacionais e promoções de atividades físicas.

 

Fontes: SBH, Hospital Sirio Libanes, UNICAMP

Ministério da Saúde informa que serão vacinadas 54,4 milhões de pessoas, que pertencem a grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. O Dia D de mobilização nacional será 12 de maio de 2018

O Ministério da Saúde, em conjunto com os estados e municípios, realiza a 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. A mobilização começa no dia 23 de abril de 2018 e seguirá até 1º de junho, sendo sábado (12 de maio), o dia de mobilização nacional. Ao todo, deverão receber a vacina 54,4 milhões de pessoas que integram os grupos prioritários. Para isso, o Ministério da Saúde adquiriu 60 milhões de doses da vacina, que serão entregues em etapas aos estados.

O anúncio da campanha de vacinação contra gripe deste ano foi feito em coletiva pelo ministro da Saúde, Gilberto Occhi, nesta quarta-feira (18). O Ministério da Saúde está assegurando vacina para 100% do público-alvo da campanha.

O grupo prioritário da campanha são pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses aos menores de cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas - e os funcionários do sistema prisional.

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais também devem se vacinar. Este público deve apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receberem a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

O Ministério da Saúde alerta para que as pessoas se vacinem dentro do prazo da campanha para evitar gripe e seus possíveis agravamentos. É preciso que todos estejam devidamente protegidos antes do inverno chegar, já que a vacina precisa de 15 dias para garantir a proteção.

No dia 12 de maio, quando ocorre a mobilização nacional, estarão abertos 65 mil postos de vacinação, sendo 37 mil de rotina e 28 mil volantes, com envolvimento de 240 mil pessoas. Também estarão disponíveis, para a mobilização, 27 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais.

A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos. Ela protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS, (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B). Neste ano, apenas a cepa da influenza A (H1N1) não foi alterada: A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09; A/Singapore/INFIMH-16-0019/2016 (H3N2); e B/Phuket/3073/2013.

 

Distribuição de Doses

Desde o dia 9 de abril, as doses adquiridas pelo Ministério da Saúde estão sendo distribuídas aos estados, que são responsáveis pelo repasse aos municípios para a realização da campanha. Até o dia 20 de abril, 17,2 milhões de doses terão sido enviadas aos estados, representando 41% da entrega da campanha. No total, oito remessas de doses foram programadas para o envio até o dia 25 de maio, totalizando 100%.

A distribuição do imunobiológico é feita em etapas, de acordo com a capacidade de armazenamento das vacinas nos estados e municípios. O cronograma de entrega das vacinas segue critérios técnicos, como incidência de casos e óbitos e logística de distribuição para áreas de difícil acesso. O Ministério da Saúde considera que os estados devem priorizar o envio de vacinas aos municípios com maior incidência da doença.

 

Campanha

Neste ano, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza terá como padrinho, o ex-jogador de futebol Pelé, que vai convocar todos os públicos a se vacinarem. A campanha publicitária começa a ser veiculada no próximo domingo (22/04) e continua até o final da mobilização nacional. Com o slogan, “Entre para o time da saúde. Vacine-se contra a gripe e fique protegido”, o Rei do Futebol faz um convite para o grupo prioritário se proteger contra a gripe. A campanha publicitária será exibida em TV aberta, rádio, nos meios impresso (jornais e revistas), mídia exterior (busdoor, placas em ruas e avenidas, abrigo de ônibus, metrô), no meio online (internet e com ações nas redes sociais).

 

Prevenção

A transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medida de prevenção para evitar a doença, como: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar; não compartilhar objetos de uso pessoal; além de evitar locais com aglomeração de pessoas.

 

Reação Adversa

Após a aplicação da vacina, podem ocorrer, de forma rara, dor, vermelhidão e endurecimento no local da injeção. São manifestações consideradas benignas, cujos efeitos costumam passar em 48 horas.  A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. É importante procurar o médico para mais orientações. 

 

Medicamento

O uso do antiviral Oseltamivir (Tamiflu) está indicado para os casos de síndrome respiratória aguda grave e casos de síndrome gripal com condições e fatores de risco para complicações, de acordo com o Protocolo de Tratamento de Influenza 2015, do Ministério da Saúde. No caso de pacientes com síndrome gripal, sem condições e fatores de risco para complicações, a prescrição do fosfato de Oseltamivir deve ser considerada por avaliação clínica. O tratamento deve ser realizado, preferencialmente, nas primeiras 48h após o início dos sintomas.

Todos os estados estão abastecidos com o medicamento e devem disponibilizá-lo de forma estratégica em suas unidades de saúde. Desde o início deste ano, foram enviados 7,3 milhões de unidades do medicamento Oseltamivir aos estados, que estão devidamente abastecidos. Cabe aos estados, Distrito Federal e os municípios a responsabilidade pelo armazenamento, distribuição e dispensação do medicamento.

 

Casos Da Doença 

Em 2018, até 14 de abril, foram registrados 392 casos de influenza em todo o país, com 62 óbitos. Do total, 190 casos e 33 óbitos foram por H1N1. Em relação ao vírus H3N2, foram registrados 93 casos e 15 óbitos. Ainda foram registrados 62 casos e 6 óbitos por influenza B e os outros 47 casos e 8 óbitos por influenza A não subtipado.

No mesmo período de 2017, foram registrados 394 casos e 66 óbitos por influenza no país. Desse total, 25 casos e 7 mortes foram por H1N1; 244 casos e 30 óbitos por H3N2; 81 casos e 24 óbitos por influenza B; e 44 casos e 5 mortes por influenza A não subtipada. Em todo o ano de 2017, foram registrados 2.691 casos e 498 óbitos por influenza. 

O Brasil possui uma rede de unidades sentinelas para vigilância da influenza, distribuídas em serviços de saúde de todas as unidades federadas, que monitoram a circulação do vírus influenza por meio de casos de síndrome gripal (SG) e síndrome respiratória aguda grave (SRAG).

A OMS estima que cerca de 1,2 bilhão de pessoas no mundo apresentam risco elevado para complicações da influenza: 385 milhões de idosos acima de 65 anos de idade, 140 milhões de crianças, e 700 milhões de crianças e adultos com doença crônica. Em populações não vacinadas, a maioria das mortes por influenza sazonal é registrada em idosos.

 

Fonte: Ministério da Saúde

No último dia 8 de abril, foi celebrado o Dia Mundial do Combate ao Câncer. Em referência a esta importante data, o blog traz hoje um artigo sobre o que são linfomas – cânceres que afetam células do sistema imunológico. Esses tumores se originam nos gânglios linfáticos (linfonodos), organismos que atuam no combate a infecções.

 

Uma distinção importante sobre os linfomas é a divisão entre dois tipos: linfoma de Hodgkin (ou doença de Hodgkin) e linfoma não-Hodgkin. Cabe pontuar, no entanto, que existem dezenas de tipos de linfomas que se enquadram nas duas categorias. Ambas as doenças possuem características clínicas similares, mas há algumas diferenças fundamentais. Em comum, o linfoma de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin têm a boa resposta a dois tratamentos convencionais a cânceres: quimioterapia e radioterapia.

 

(O câncer é uma das doenças de mais difícil cura na atualidade. Existem maneiras de reduzir as chances de desenvolver linfomas e outros tumores. Uma das mais simples e eficazes é manter uma alimentação nutritiva e balanceada. Conheça os vegetais que ajudam no combate ao câncer e outras doenças – 10 vegetais indispensáveis para uma dieta saudável.

 

Taxa média de cura e incidência de linfomas

Uma diferença relevante entre os dois tipos de linfoma é o percentual médio de cura dessas doenças. O índice de cura do linfoma de Hodgkin está na casa dos 75% em pacientes com o tratamento inicial e em casos de recidiva. Já os linfomas não-Hodgkin têm três vezes menos chances de cura: 25% dos casos.

Em relação à incidência de linfomas, a diferença é ainda mais significativa. Os linfomas não-Hodgkin ocorrem cinco vezes mais do que a doença de Hodgkin.

 

Quem são as pessoas mais afetadas por linfomas

Em sua maioria, os linfomas acometem adultos jovens, em plena idade produtiva. Isso cria um sério problema social para as pessoas que desenvolvem a doença, pois, muitas vezes, têm de se afastar do trabalho. Dessa forma, linfomas que impactam adultos jovens comprometem sua vida mesmo quando a doença é curada anos mais tarde.

A seguir, vamos apresentar as características que diferenciam a doença de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin.

 

Linfoma de Hodgkin: incidência e causas

O linfoma de Hodgkin se desenvolve prioritariamente em dois grupos de idade. O primeiro pico de incidência desses linfomas é a partir dos 30 anos e o segundo a partir dos 50. Outro dado importante sobre a doença é a recorrência maior em países industrializados do que em países subdesenvolvidos.

Um dos fatores associados ao aparecimento da doença de Hodgkin é a infecção pelo vírus Epstein-Barr – causador da mononucleose. Vale destacar que a mononucleose é bastante comum e transmitida pela saliva. Não por acaso é conhecida também como “doença do beijo”. Em relação a outras causas desta doença, é importante pontuar que elas ainda não estão totalmente claras para a ciência.

 

Linfoma de Hodgkin: diagnóstico

O inchaço nos gânglios linfáticos é o diagnóstico mais preciso do surgimento da doença de Hodgkin. Esses gânglios têm o tamanho de grãos de feijão e estão presentes em algumas partes do corpo, tais como pescoço, colo, axilas e virilhas.

Se uma pessoa sentir um inchaço nos gânglios, é prudente verificar outros sintomas como perda de peso e febre. A razão não necessariamente será o desenvolvimento do linfoma de Hodgkin. O aumento no tamanho dos gânglios pode ser decorrente de infecções virais ou bacterianas. O diagnóstico mais preciso da doença costuma ser feito por meio de exames específicos como uma biópsia dos gânglios linfáticos.

 

Linfoma de Hodgkin: tratamento

O tratamento mais adequado do linfoma de Hodgkin é a poliquimioterapia (quimioterapia com diversos medicamentos). A radioterapia pode colaborar na cura, mas nem sempre é necessário recorrer a ela.

Um ponto a se destacar é que esse tipo de linfoma é curável quando tratado adequadamente. Mas sempre vale ponderar que o estágio em que a doença é identificada faz grande diferença nas chances de cura. Dependendo da fase, o médico pode estimar o prognóstico do paciente com o tratamento.

Quando a doença é curada e reaparece posteriormente, a poliquimioterapia pode ser opção e, em alguns casos, até um transplante de medula óssea.

 

Linfoma não-Hodgkin: incidência e causas

As diferenças entre os dois principais tipos de linfomas começam pela incidência. O linfoma não-Hodgkin é mais comum em homens de cor branca. Outra característica desse tipo de tumor é acometer com maior frequência o Sistema Nervoso Central (cérebro e medula espinhal).

Existem quatro causas possíveis para o desenvolvimento de linfomas não-Hodgkin, veja quais são:

  • Deficiência imune: está relacionada a tumores agressivos como os linfomas não-Hodgkin. Essa queda na imunidade também tem relação com o vírus da mononucleose, ponto em comum entre os dois tipos de linfomas.
  • Desordens autoimunes: a tireoide de Hashimoto e a síndrome de Sjögren estão associadas ao aparecimento dos linfomas.
  • Agentes infecciosos: certos tipos de vírus e bactérias comprometem o funcionamento do organismo e podem contribuir para que um linfoma não-Hodgkin se desenvolva.
  • Agentes químicos e físicos: inseticidas e agentes químicos presentes em graxas, óleos e tintas elevam o risco de incidência da doença.

 

Linfoma não-Hodgkin: diagnóstico

Os avanços da medicina têm contribuído de forma decisiva na detecção de tumores desse tipo. Mas os primeiros sinais devem ser notados pela própria pessoa. As orientações descritas anteriormente a respeito do inchaço dos gânglios valem também para os linfomas não-Hodgkin. Além desse sintoma, existem outros indicativos que variam de acordo com o órgão ou região do corpo afetado pelo linfoma.

 

  • Linfomas do estômago: dor de estômago, náuseas e perda de apetite.
  • Linfomas no tórax: tosse, dificuldade respiratória, sensação de dor ou pressão no tórax.
  • Linfomas no cérebro: fraqueza, alterações de personalidade, dores de cabeça e perda de concentração.
  • Linfomas na pele: caroços vermelhos ou roxos sob a pele que provocam coceira.

(Leia também: 15 mitos e verdades sobre as doenças de pele)

 

Linfoma não-Hodgkin: tratamento

Grande parte dos linfomas não-Hodgkin é tratada por meio de uma associação de quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. A primeira combina diferentes medicamentos para combater o tumor. Já a radioterapia pode reduzir a carga do linfoma em locais específicos e aliviar sintomas para minimizar as chances de recaída.

A imunoterapia, por sua vez, é considerada um dos grandes avanços no combate ao câncer nos últimos anos. Trata-se de um grupo de drogas que não são utilizadas para atacar diretamente o tumor, mas para ajudar as defesas do organismo a enfrentá-lo.

Linfomas não-Hodgkin com maior propensão a invadir o Sistema Nervoso Central (SNC) são tratados com terapia preventiva. Ela consiste na aplicação de injeções diretamente no líquido cérebro-espinhal. A radioterapia também pode funcionar nesses casos com foco específico no cérebro e na medula espinhal. Em pacientes que já tiveram o SNC afetado, esse tratamento também pode ser empregado.

(Um dos tipos de câncer que mais acometem as mulheres é o de mama. Entenda as características desses tumores e como detectá-los precocemente neste artigo)

 

Tipos de câncer que afetam crianças

Há muitos anos, os linfomas e outros tipos de câncer preocupam as pessoas devido à grande dificuldade em tratar doenças celulares como essas. O impacto pode ser ainda mais severo quando o câncer é desenvolvido durante a infância. Quando diagnosticada a tempo, a doença pode ser curada mesmo em crianças. Neste artigo, você vai entender melhor as características do câncer infanto-juvenil.

 

Fontes: Sociedade Brasileira de Cancerologia, Instituto Nacional de Câncer e American Cancer Society.