A febre amarela tem assustado os brasileiros. Neste artigo, você vai entender o que é mito e o que é verdade a respeito da doença.

 

Desde o fim de 2017, a febre amarela teve uma preocupante escalada, sobretudo no estado de São Paulo. Esse crescimento fez com que a população passasse a olhar com mais cuidado para a doença. Existem muitas dúvidas em relação à febre amarela, por isso alguns esclarecimentos são necessários.

No artigo de hoje, vamos esclarecer os mitos e verdades que cercam a febre amarela, para que você possa entender mais a respeito da vacina e do vírus em si.

Antes de apresentarmos propriamente os mitos e verdades sobre a febre amarela, é importante contextualizar o recente avanço da doença no país.

Como a febre amarela avançou rapidamente

O vírus da febre amarela iniciou sua propagação em larga escala em outubro de 2017. À época, dezenas de macacos foram encontrados mortos em parques do estado de São Paulo, após serem infectados pelo vírus. Vale destacar que esses animais são os principais hospedeiros do vírus, e sua transmissão em ciclo urbano é feita pelo mosquito Aedes Aegypti. Infelizmente, o vetor da doença já é velho conhecido dos brasileiros por ser também o responsável pela transmissão da dengue.

A recente onda de febre amarela é especialmente preocupante devido à propagação em ciclo urbano. Em geral, os registros da doença são mais comuns em áreas rurais e de mata. No chamado ciclo silvestre, outros mosquitos transmitem o vírus, dentre eles o Haemagogus e o Sabethes. A forma silvestre da febre amarela teve um surto importante no final de 2016 a partir de Minas Gerais.

O avanço da febre amarela em seu ciclo urbano tem alarmado a população de regiões antes pouco afetadas pela doença. Por isso, é fundamental esclarecer alguns mitos para você entender tudo a respeito desse perigoso vírus e proteger-se.  Confira a seguir 7 mitos e verdades sobre a febre amarela:

1 Macacos transmitem a febre amarela: Mito

Muitas pessoas fazem uma pequena confusão entre vetor e hospedeiro de um vírus. Diferenciar os dois conceitos ajuda no entendimento geral da doença. Em relação à febre amarela, seu vetor no ciclo urbano é o mosquito Aedes Aegypti. No ciclo silvestre, o vírus é transmitido por outros mosquitos.

Já os macacos são os principais hospedeiros do vírus causador da febre amarela. Porém, eles não têm condições de transmitir a doença para outros animais ou para os seres humanos.

2 A vacina da febre amarela mata: Mito

O medo de uma injeção ajuda a criar alguns mitos. Um dos mais comuns é que a vacina da febre amarela pode matar qualquer pessoa. É preocupante que esse tipo de mito se propague como verdade, pois muitos acabam desencorajados a tomar a vacina.

Cabe destacar, no entanto, que a vacina não é indicada a alguns grupos de pessoas. São eles: portadores de doença autoimune; pessoas com alergia grave ao ovo; crianças de até seis meses; pessoas com HIV/AIDS (com contagem de células CD4 menor que 350 células/mm3); e pacientes em uso de quimioterapia/radioterapia.

3 A dose fracionada protege igualmente: Verdade

Muitos podem pensar que somente a dose padrão tem um efeito de proteção total contra a febre amarela. Mas o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) asseguram que a dose fracionada é igualmente eficaz.

A dose fracionada garante uma proteção de, pelo menos, oito anos a partir da aplicação. A adoção dessa vacina fracionada é uma recomendação da OMS quando há claro risco de expansão da doença para áreas com alta densidade populacional. Em casos assim, é inviável atender a toda a população com a dose única padrão.

4 A imunização em massa coloca a população em risco: Mito

A afirmação de que imunizar milhares de pessoas implica em riscos à sociedade está totalmente incorreta. De fato, a vacinação em massa tem um efeito positivo por ajudar a reduzir a circulação do vírus na comunidade. A lógica é bastante simples: menos doentes, menor chance de transmissão de seus agentes causadores.

Portanto, todos se beneficiam de uma grande campanha de imunização, inclusive aqueles que não tiveram acesso à vacina.

5 As mutações do vírus tiraram a eficácia da vacina: Mito

Diferentes tipos de vírus sofrem mutações ao longo do tempo. Em alguns casos, essas transformações podem dificultar o tratamento e a prevenção.

No caso do vírus da febre amarela, foram descobertas algumas mutações em estudos realizados pelo Instituto Oswaldo Cruz. No entanto, nenhuma dessas mudanças genéticas do vírus interferiu na eficácia da vacina. Portanto, trata-se de mais um mito.

6 A vacina não possui mercúrio em sua fórmula: Verdade

A composição da vacina contra o vírus da febre amarela também gera dúvidas na população. Uma das preocupações das pessoas é a possível presença de metais tóxicos como o mercúrio. O boato de que há mercúrio ou qualquer outro metal na fórmula da vacina não é verdadeiro.

De acordo com a bula da vacina, sua composição inclui diferentes substâncias. Dentre elas, destacam-se sacarose, glutamato de sódio, sorbitol, gelatina bovina hidrolisada, eritromicina e canamicina.

7 A campanha de vacinação é fruto de uma conspiração governamental: Mito

Teorias da conspiração se espalham rapidamente e costumam ter adeptos fervorosos. A vacina contra a febre amarela não escapou dessas teorias. Uma delas diz respeito a uma ação orquestrada pelo Estado. Segundo essa tese, o governo adquiriu um estoque enorme de vacina e precisa se livrar dele.

O boato em questão não passa de mais uma criativa teoria da conspiração. Não houve aquisição excessiva de vacina e os estoques estão de acordo com a necessidade da população. A vacina usada no Brasil é produzida pela Fiocruz e certificada pela Organização Mundial da Saúde.

A história da febre amarela no mundo

Você sabia que a febre amarela tem pelo menos 370 anos de existência? Claro que o vírus pode existir há muito mais tempo, mas o primeiro registro de uma doença com características similares data de 1648. Em um manuscrito maia, foi apontado um surto em Yucatán, México.

A origem da doença, no entanto, está bem distante da América do Norte. Estudos recentes de biologia molecular apontam que o vírus causador da febre amarela tem origem africana. O primeiro registro de epidemia na Europa se deu em 1730, na Península Ibérica. Já nos Estados Unidos, severos surtos de febre amarela acometeram a população nos séculos XVIII e XIX.

A história da febre amarela no Brasil

O Brasil foi um dos primeiros países a ter um registro sobre a ocorrência de febre amarela. Sua primeira aparição em território nacional se deu em Pernambuco, em 1685. Nos anos seguintes, o vírus chegou a Salvador e causou quase mil mortes. O impacto da doença motivou a realização de grandes campanhas, que colaboraram para reduzir consideravelmente a doença no país.

Em seu ciclo urbano, a febre amarela foi registrada pela última vez no Brasil em 1942, no estado do Acre. Hoje, existe um temor de que a doença volte a se espalhar em ambiente urbano, por isso muitas campanhas de vacinação estão sendo feitas. Confira aqui os postos de vacinação contra a febre amarela de acordo com a sua região em SP.

Saiba mais sobre a febre amarela

A doença que tem assustado os brasileiros nos últimos meses já foi assunto em nosso blog. Neste post, você vai entender em detalhes os sintomas e o tratamento da febre amarela.

 

Fonte: Ministério da Saúde

O vírus HIV, causador da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), está entre os mais temidos do mundo. O combate a essa doença passa diretamente por uma ação preventiva por parte das pessoas. Uma grande parcela do impacto da AIDS ao redor do mundo decorre justamente da negligência na prevenção. O uso do preservativo é recomendado e muito eficaz, mas a prevenção combinada tem um efeito muito mais decisivo.

O post de hoje esclarece o conceito de prevenção combinada e mostra como ela pode contribuir para que cada vez menos pessoas contraiam o vírus HIV. Embora tratável, a AIDS ainda é uma doença incurável. Esse fator torna ainda mais importante um comportamento mais responsável de cada um. É também por isso que autoridades de todo o mundo se esforçam na divulgação de técnicas de prevenção.

HIV ou AIDS? Uma dúvida recorrente

Por ser uma doença amplamente difundida e abordada nos meios de comunicação, a AIDS gera dúvidas nas pessoas. Uma delas é a confusão entre AIDS e HIV, que alguns acabam entendendo erroneamente como sinônimos.

HIV é o vírus que causa a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Pessoas que têm o vírus em seu corpo não necessariamente desenvolvem a doença ao longo da vida. O vírus HIV ataca as células responsáveis pela defesa do organismo, os linfócitos. Já a AIDS é o quadro clínico decorrente da ação do vírus, quando a destruição de linfócitos compromete seriamente o sistema imunológico.

Preservativo: fundamental, mas insuficiente

O uso do preservativo – conhecido também como camisinha – é o método de prevenção mais usual contra o HIV. Sua eficácia é comprovada, por isso essa estratégia segue encorajada por entidades da área de saúde. O preservativo protege não apenas contra o vírus HIV, mas também contra várias doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

A grande importância do preservativo no combate à AIDS pode criar a ilusão de que ele dá total garantia contra a doença. De fato, a camisinha ajuda bastante, mas há formas alternativas de se prevenir contra o vírus. A soma desses métodos resulta na prevenção combinada.

O que é prevenção combinada?

Como o próprio nome sugere, prevenção combinada é um conjunto de medidas que fortalecem a proteção contra a AIDS. Essa combinação pode ser feita de forma simultânea ou sequencial. A escolha varia de acordo com as características e fase da vida de cada pessoa.

O Ministério da Saúde define a prevenção combinada como uma estratégia de prevenção que faz uso combinado de intervenções biomédicas, comportamentais e estruturais aplicadas no nível dos indivíduos, de suas relações e dos grupos sociais a que pertencem, mediante ações que levem em consideração suas necessidades e especificidades e as formas de transmissão do vírus.

É importante pontuar que a prevenção combinada tem uma atuação em três pilares. As diferentes intervenções (biomédicas, comportamentais e estruturais) contribuem para enriquecer a estratégia preventiva. Entenda a seguir como funciona cada pilar.

Intervenções biomédicas

São consideradas intervenções biomédicas as iniciativas focadas em reduzir a exposição ao vírus. Um exemplo que se enquadra nessa categoria é o uso de preservativo. A abordagem biomédica se concentra em impedir a transmissão do vírus para pessoas que não estão contaminadas.

Essa abordagem se baseia em situações conhecidas, e consolidadas cientificamente, de risco de infecção. Relações sexuais desprotegidas e demais contatos com material biológico contaminado pelo HIV, por exemplo.

Há uma distinção fundamental nas intervenções biomédicas: Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e Profilaxia Pós-Exposição (PEP). As duas estratégias se diferenciam pelo momento em que a medida preventiva é adotada. Outro aspecto que muda é o tempo de uso da medicação: PrEP tem uso contínuo, e PEP é prescrito por 28 dias. A Profilaxia Pós-Exposição pode ser oportuna em casos em que a camisinha estoura durante o ato sexual – o que tira sua eficiência.

Intervenções comportamentais

As intervenções comportamentais trazem uma abordagem mais focada no psicológico das pessoas. O objetivo é mudar algumas atitudes para reduzir a exposição a situações de risco. Nesse trabalho de conscientização, é determinante trazer novas percepções a respeito da mensuração dos riscos.

Quando se fala em risco na área de saúde pública, tecnicamente refere-se a probabilidade. Os fatores de risco são aqueles que elevam a probabilidade de incidência de determinada doença. Porém, no combate à AIDS, o conceito de vulnerabilidades é considerado mais moderno do que fatores de risco.

Uma intervenção comportamental se apoia em grande medida na ideia de vulnerabilidades, divididas em três planos: individual, social e programática:

  • Vulnerabilidade individual: Relaciona-se às informações que as pessoas têm sobre a AIDS e à capacidade de incorporar novos conceitos com foco em prevenção.
  • Vulnerabilidade social: remete a aspectos culturais, políticos e morais relacionados à vida em sociedade.
  • Vulnerabilidade programática: é baseada na qualidade de respostas institucionais ao vírus HIV em uma sociedade, a partir de aspectos como investimentos governamentais específicos.

Intervenções estruturais

O pilar estrutural tem uma dimensão mais ampla e direcionada a grandes grupos de pessoas. Intervenções desse tipo alteram causas ou estruturas-chave que influenciam diretamente os riscos e as vulnerabilidades relacionadas ao HIV.

Algumas características sociais podem potencializar vulnerabilidades em determinados segmentos. O papel das intervenções estruturais é minimizar esse impacto. Nesse sentido, uma abordagem local se faz necessária porque, num país continental como o Brasil, há centenas de realidades diferentes.

Intervenções estruturais – em muitos casos – ajudam na superação de preconceitos, discriminações e intolerância contra certos grupos. Essa ação de cunho social procura garantir direitos e dignidade a todos. Veja abaixo alguns exemplos de situações que podem resultar em uma intervenção estrutural:

  • Preconceito de classe social;
  • Preconceito religioso;
  • Machismo
  • Racismo;
  • Homofobia.

Quais métodos podem ser combinados?

Além do preservativo, há vários métodos que contribuem ao combate do vírus HIV. Confira abaixo uma lista com diferentes métodos que podem compor uma prevenção combinada:

  • Testagem regular para o HIV, que pode ser feita gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS);
  • Prevenção da transmissão vertical (quando o vírus é transmitido para o bebê durante a gravidez);
  • Tratamento de infecções sexualmente transmissíveis e das hepatites virais;
  • Imunização para as hepatites A e B;
  • Programas de redução de danos para os usuários de álcool e outras substâncias;
  • Profilaxia pré-exposição (PrEP);
  • Profilaxia pós-exposição (PEP);
  • Tratamento de pessoas que já vivem com HIV.

HIV no Brasil: panorama atual

Atualmente, estima-se que mais de 800 mil pessoas vivam com HIV no Brasil. A cada ano, a média de novos casos fica na casa dos 40 mil, o que indica um avanço significativo. Os números elevados preocupam e justificam o esforço governamental na conscientização da população.

Alguns grupos sociais têm se mostrado mais vulneráveis ao vírus HIV. Nos últimos 10 anos, houve um crescimento destacado da contaminação em homens de 15 a 29 anos. Grande parte desse grupo é composta por jovens homossexuais.

A estratégia do governo tem sido focada em divulgar, majoritariamente, a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). A ideia é incentivar os grupos mais vulneráveis a adotarem uma mentalidade de maior cuidado em relação ao vírus HIV.

Como se nota pelos números, a realidade do combate à AIDS no Brasil está longe do ideal. Esse panorama torna ainda mais decisiva uma política focada na prevenção combinada, que pode reduzir drasticamente o número de novos casos em médio e longo prazos. Uma boa alimentação é também uma forma de proteger o corpo de diferentes doenças. Conheça os 10 vegetais indispensáveis em seu dia a dia.

 

Fontes: Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores, e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. A doença tem importância epidemiológica por sua gravidade clínica e potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.

 

Transmissão

O vírus da febre amarela é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados. A doença não é passada de pessoa a pessoa. A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença.

Há dois diferentes ciclos epidemiológicos de transmissão, o silvestre e o urbano. Mas a doença tem as mesmas características sob o ponto de vista etiológico, clínico, imunológico e fisiopatológico. 

No ciclo silvestre da febre amarela, os primatas não humanos (macacos) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina. Nesse ciclo, o homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata. 

No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados.

A pessoa apresenta os sintomas iniciais 3 a 6 dias após ter sido infectada.

 

Sintomas

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.

Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.

Depois de identificar alguns desses sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas, e se você observou mortandade de macacos próximo aos lugares que você visitou. Informe, ainda, se você tomou a vacina contra a febre amarela, e a data.

 

Diagnóstico

Somente um médico é capaz de diagnosticar e tratar corretamente a doença.

 

Tratamento

O tratamento é apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para reduzir as complicações e o risco de óbito. Medicamentos salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que o uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico.

 

Prevenção

O Sistema Único de Saúde oferta vacina contra febre amarela para a população. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, medida que está de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Toda pessoa que reside em Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e pessoas que vão viajar para essas áreas deve se imunizar.

A vacinação para febre amarela é ofertada na rotina dos municípios com recomendação de vacinação nos seguintes estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Além das áreas com recomendação, neste momento, também está sendo vacinada a população do Espírito Santo.

 

Áreas de risco

Locais que têm matas e rios, onde o vírus e seus hospedeiros e vetores ocorrem naturalmente, são consideradas como áreas de risco.

 

Fracionamento da Vacina

Entre janeiro e março deste ano, 77 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia irão realizar campanha de vacinação com doses fracionadas e padrão contra a febre amarela. O objetivo é evitar a expansão do vírus para áreas próximas de onde há circulação atualmente. No total, 21,7 milhões de pessoas destes municípios deverão ser vacinadas na campanha, sendo 16,5 milhões com a dose fracionada e outras 5,2 milhões com a dose padrão. A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva que será implementada em áreas selecionadas, durante período determinado de 15 dias.

A estratégia de fracionamento da vacina é recomendada pela OMS quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional e que não tinham recomendação para vacinação anteriormente. A dose fracionada tem mostrado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. A única diferença está no volume. A dose padrão (0,5 Ml) protege por toda a vida, enquanto a dose fracionada (0,1 Ml) protege por pelo menos oito anos, segundo estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz).

A febre amarela é uma doença sazonal, geralmente com aumento de casos de dezembro a maio. A campanha de fracionamento da vacina vem para evitar o aumento de casos e mortes, já que o vírus entrou em uma área com elevada densidade populacional, sem recomendação anterior de vacinação. É importante ressaltar que toda revisão do calendário nacional de vacinação é acompanhado, sistematicamente, pelo comitê assessor técnico, com especialistas de diversas áreas.   

 

Dose fracionada 

Atualmente, o Ministério da Saúde utiliza a dose padrão da vacina de febre amarela, com 0,5 mL. Já para a dose fracionada são aplicados 0,1 mL, o que representa 1/5 da dose padrão. Um frasco com 5 doses da vacina de febre amarela, por exemplo, pode vacinar 25 pessoas e um frasco com 10 doses pode vacinar 50 pessoas.

Estudo recente feito pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz) comprovou que a dose fracionada da vacina de febre amarela é eficaz por, pelo menos, 8 anos. O estudo de dose resposta avaliou 319 militares vacinados com a dose fracionada em 2009 e, após 8 anos, verificou-se a presença de anticorpos contra a doença em 85,3% dos participantes, semelhantes ao observado com a dose padrão neste mesmo período (88%).

Dessa forma, os resultados dão suporte ao uso de doses fracionadas da vacina de febre amarela. A estratégia já foi utilizada anteriormente no controle da epidemia na República Democrática do Congo pela OMS, que utilizou 1/5 da dose padrão da vacina de febre amarela de Bio-Manguinhos/Fiocruz. Na ocasião, 7,8 milhões de pessoas foram vacinadas em 15 dias. 

 

Padrão e fracionada contra indicações

Alguns públicos não são indicados para receber a dose fracionada, portanto irão participar da campanha recebendo a dose padrão: crianças de 9 meses a menores de dois anos; pessoas com condições clínicas especiais (vivendo com HIV/Aids, ao final do tratamento de quimioterapia, pacientes com doenças hematológicas, entre outras), gestantes e viajante internacional (devem apresentar comprovante de viagem no ato da vacinação). A vacinação fracionada é recomendada para pessoas a partir dos dois anos.

A vacina é contraindicada para pacientes em tratamento de câncer, pessoas com imunossupressão e pessoas com reação alérgica grave à proteína do ovo. No caso dos idosos, a vacinação deverá ser aplicada após avaliação dos serviços de saúde. A vacinação contra febre amarela impede a doação de sangue por um período de quatro semanas.  As pessoas devem realizar a doação de sangue antes da vacinação para manutenção dos estoques de hemocomponentes.

 

O que são DSTs?

As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o uso de camisinha com uma pessoa que esteja infectada, e geralmente se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. As mais conhecidas são gonorreia e sífilis.


Algumas DST podem não apresentar sintomas, tanto no homem quanto na mulher. E isso requer que, se fizerem sexo sem camisinha, procurem o serviço de saúde para consultas com um profissional de saúde periodicamente. Essas doenças quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves, como infertilidades, câncer e até a morte.


Usar preservativos em todas as relações sexuais (oral, anal e vaginal) é o método mais eficaz para a redução do risco de transmissão das DST, em especial do vírus da aids, o HIV. Outra forma de infecção pode ocorrer pela transfusão de sangue contaminado ou pelo compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente no uso de drogas injetáveis. A aids e a sífilis também podem ser transmitidas da mãe infectada, sem tratamento, para o bebê durante a gravidez, o parto. E, no caso da aids, também na amamentação.


O tratamento das DST melhora a qualidade de vida do paciente e interrompe a cadeia de transmissão dessas doenças.

 

Tipos mais comuns de DSTs

Vírus do Papiloma Humano

Infecção que causa verrugas em diversas partes do corpo, dependendo do tipo do vírus.

Herpes Genital

Infecção comum sexualmente transmissível caracterizada por dores e ferida genital.

Clamídia

Uma doença comum e sexualmente transmissível que pode não apresentar sintomas.

Gonorreia

Infecção bacteriana sexualmente transmissível que, se não for tratada, pode causar infertilidade.

AIDS

A AIDS é causada pelo vírus HIV, que interfere na capacidade do organismo de combater infecções.

Sífilis

Infecção bacteriana geralmente transmitida pelo contato sexual que começa como uma ferida indolor.

 

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