Com a chegada da nova estação se aproximando, as pessoas buscam ainda mais por dietas sem nutricionista e se arriscam ao seguir dietas da moda, de revistas ou até mesmo da internet. Normalmente essas pessoas estão buscando resultados rápidos e muitas vezes sem saber os riscos que podem correr.

No Brasil 53,7% da população está acima do peso ideal e 17,7% são considerados obesos segundo pesquisa feita pela OMS. Com isso, a obesidade tornou-se uma indústria lucrativa, com diversos tipos de dietas, levando as pessoas acreditarem que é dispensável a ajuda de um profissional.

Confira os riscos de uma dieta sem acompanhamento nutricional.

 

1. Falta de nutrientes

As dietas encontradas em revistas e na internet normalmente propõe um resultado rápido e sem esforço, muitas vezes restringindo à dieta a um grupo de alimentos específicos como proteína, carboidratos, fibras ou líquidos.

Esses métodos podem ser prejudiciais à saúde devido à retirada imediata de alimentos importantes, levando a queda de vitaminas e minerais essenciais.

Por exemplo, carboidrato é um dos responsáveis pelo fornecimento de energia do nosso corpo e a restrição total pode apresentar sintomas como cansaço excessivo.

 

2. Efeito Sanfona

Com o tempo, a dieta restritiva começa a se tornar cada vez mais incômoda e muitos acabam desistindo de continuar ao chegarem ao objetivo desejado.

É um erro comum, pois a pessoa cria uma compulsão alimentar devido ao tempo de restrição e com o tempo, o peso é recuperado rapidamente, causando o chamado efeito sanfona. Ou seja, a pessoa colocou a saúde em risco por um objetivo que não se manteve em longo prazo.

 

3. Não considera intolerâncias alimentares

É comum encontrar pessoas com intolerância a lactose ou a glúten, e como essas dietas sem acompanhamento são superficiais, não é levado em conta essas especificidades e cuidados que a pessoa deve ter nesses e em outros casos.

Já quem se consulta com um profissional, terá esse e outros pontos avaliados, garantindo um procedimento individualizado e específico.

 

4. Facilita o aparecimento de algumas doenças

Dietas que são ricas em proteínas, por exemplo, podem sobrecarregar o fígado e rins, pois estes são os principais órgãos responsáveis por metabolizá-las.

Já aquelas com baixo consumo de fibras podem comprometer o funcionamento do intestino. Além de problemas com o intestino preso, podem até favorecer o aparecimento de alguns tipos de câncer.

 

5. Não conhece as necessidades diárias

Diferente das dietas da moda, quando se faz acompanhamento nutricional, o profissional avalia a rotina do paciente, suas preferencias alimentares e propõe um plano alimentar individualizado de acordo com seu histórico.

Sendo assim, não é preciso abrir mão do que gosta de comer, é possível fazer trocas ou diminuições dos alimentos de acordo com o objetivo de cada um.

 

Dicas para emagrecer com saúde

  • Não use suplementos ou medicações sem indicação de um nutricionista;
  • Pratique atividade física pelo menos 3 vezes por semana para auxiliar no emagrecimento;
  • Evite o jejum, pois o corpo acaba queimando massa muscular;
  • Não se esqueça de se hidratar, o consumo de água é extremamente importante para nosso corpo.

O coração é um órgão muito importante para o funcionamento do corpo e quando seus batimentos funcionam de maneira irregular (ou muito rápido ou muito devagar), todo o organismo pode sofrer. Esta condição ocorre quando os impulsos elétricos do coração não funcionam da maneira correta, provocando diferentes formas de batimentos.

No Brasil, mais de 20 milhões de pessoas têm um dos tipos desta doença, que é responsável por mais de 320 mil mortes súbitas todos os anos no país, segundo dados da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac).

 

Existem dois tipos de arritmias:

Taquicardia (acelerados)

A taquicardia é caracterizada por um ritmo cardíaco rápido, normalmente com mais de 100 batimentos por minuto.  Com essa frequência, o coração não é capaz de bombear de forma eficiente o sangue rico em oxigênio para o corpo.

 

Tratamento

Existem dois tipos de tratamento, o primeiro são os medicamentos utilizados basicamente para isolar os circuitos e evitar que taquicardias se aconteçam, amenizando as crises.

O tratamento definitivo das taquiarritmias é cirúrgico chamado de ablação por cateter. A intervenção cirúrgica é minimamente invasiva e feita através de cateteres.

 

Bradicardia (lentos)

A bradicardia é caracterizada por um ritmo cardíaco mais lento, geralmente menos de 60 batimentos por minuto. Nessa velocidade, o coração não é capaz de bombear sangue suficiente para todo o corpo durante atividades normais ou nos exercícios físicos. A frequência cardíaca para ser considerada normal deve estar entre 60 e 100 batimentos por minuto.

 

Tratamento

Em caso de bradicardia quando é estabelecido que essa condição seja transitória e reversível, não precisa de tratamento definitivo. Agora quando não existe possibilidade de recuperação, a única forma é colocar um marca-passo, ou seja, um microcomputador faz o trabalho de formar os impulsos elétricos e estimular as câmaras cardíacas.

 

Quais são os sintomas da arritmia?

Normalmente não geram sintomas, porém em casos mais graves podem provocam as seguintes sensações:

  • Falta de ar;
  • Dor no peito;
  • Palpitações;
  • Desmaios.

 

Causas da arritmia cardíaca

As causas podem estar relacionadas com problemas cardíacos e também outras condições como:

  • Ansiedade;
  • Estresse;
  • Uso de medicamentos para emagrecimento;
  • Doença de válvulas cardíacas;
  • Febre;
  • Anemia;
  • Ventilação excessiva;
  • Baixos níveis de oxigênio no sangue;
  • Tireoide excessivamente ativa.

Dentre os problemas cardíacos que podem causar arritmia, estão:

  • Artérias bloqueadas no coração (doença arterial coronariana);
  • Insuficiência cardíaca;
  • Infarto;
  • Alterações na estrutura do coração, como a cardiomiopatia;
  • Cicatrização do tecido cardíaco após um infarto;

Se notar algum desses sintomas ou qualquer alteração do ritmo cardíaco, busque ajuda de um profissional em cardiologia.

(Leia também sobre doenças cardiovasculares)

 

Como prevenir a arritmia cardíaca?

  • Consumir álcool com moderação;
  • Evitar dietas sem acompanhamento médico ou de nutricionista;
  • Praticar exercícios regularmente;
  • Evitar alimentos gordurosos;
  • Não fumar.

Conheça também alguns alimentos que podem ajudar no combate de doenças cardíacas.

Alho e cebola previnem doenças; descubra quais

Esqueça os temperos prontos, a fama de mau hálito, irritação no olho e forte odor! Alho e cebola sempre estiveram nos pratos dos nossos avós e não era por acaso. Várias pesquisas cientificas comprovaram que eles são funcionais e muito mais do que alimentar trazem inúmeros benefícios para a saúde, desde o fortalecimento do sistema imunológico a doenças mais sérias, como as cardiovasculares. E ainda podem compor uma infinidade de pratos, como sopas, saladas, cozidos e refogados.

Alicina e quercetina contra as doenças cardiovasculares

Segundo pesquisas o alho contém alicina, um composto que aumenta a dilatação dos vasos sanguíneos e, como consequência, ajuda a reduzir a pressão arterial, diminui o mau colesterol (LDL), previne infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Ou seja, o alho é um forte aliado contra as doenças cardiovasculares.

Pode-se dizer o mesmo da cebola. Ela tem função vasodilatadora e cardioprotetora por conta quercetina. Uma substância que também é encontrada na maçã, mas o corpo humano consegue absorver 30% mais da cebola comparando com a fruta. Tem ainda a glucoquinina, que ajuda a controlar a diabetes, mas só é liberada quando a cebola é consumida crua e triturada, por exemplo, em sucos naturais. E tem mais: ela é fonte de fibras, vitaminas (A, C e E), cálcio, previne anemia, resfriados e combate os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento.

Alho e cebola emagrecem?

Não sozinhos. A perda de peso engloba uma série de fatores e só acontece com uma alimentação equilibrada aliada a pratica regular da atividade física. Alguns alimentos podem contribuir. A cebola é fonte de fibras, que ajuda no funcionamento do intestino. Já o alho é termogênico, isto é, estimula o metabolismo e prolonga a sensação de saciedade.  Ou seja, você pode incluir sim na sua dieta, mas sem exageros.

Grávidas devem evitar 

Eles podem agravar o refluxo ácido em algumas grávidas. Se você já estiver sofrendo desse problema, evite o alho e a cebola durante a gravidez. Caso não tenha, pode consumir e apenas em quantidades moderadas.

Agora, se você está amamentando, o leite terá outro odor. Estudos apontam que alguns bebês podem rejeitar o leite materno quando você utiliza muito alho e cebola. Enquanto outros podem gostar do sabor. Por isso, vale observar o filhote e não exagerar nesses vegetais até descobrir as reações dele a determinados alimentos.

A cebola e o alho podem atacar a gastrite

Verdade! A gastrite é uma inflamação da parede do estômago e acontece quando a acidez aumenta a ponto de agredir o órgão. O alho e a cebola crus e em excesso são capazes de irritar a mucosa do estômago. Por isso, quem possui problemas gástricos graves e já diagnosticados deve evitar. Se for o caso, agende uma consulta com um gastroenterologista para acompanhamento e saber se pode incluir esses alimentos no seu cardápio.

Para quem não tem problemas, o alho pode até ajudar na digestão, já que ele atua prevenindo inflamações estomacais e intestinais, conseguindo, inclusive, eliminar as bactérias maléficas do organismo. Um truque para melhor digestão do vegetal é retirar aquele brotinho interno antes do consumo.

Chá com alho para gripes e resfriados

É comum ouvir que chá com alho faz bem para a gripe. O que acontece é que o alho tem ativos que ajudam a fortalecer o sistema imunológico e a aliviar alguns sintomas da gripe, como tosse e descongestionando as vias respiratórias. Muito se fala também da cebola com açúcar para diminuir a tosse. Assim como o alho ela pode ajudar a aliviar os sintomas. Em ambos casos, consulte o médico antes de ingerir qualquer tipo de remédio caseiro, pois ainda faltam estudos científicos que comprovem esses benefícios.

Como armazenar

A cebola e o alho devem ser mantidos em local seco, bem ventilado e escuro, longe da geladeira se estiverem com casca. As cebolas brancas duram menos tempo do que a roxa, mas, em média, elas se mantêm de três a cinco semanas sem precisar de refrigeração. Enquanto o alho dura, em média, de duas a quatro semanas. Se você vai picar ou ralar para usar no dia a dia, aí sim precisa manter em geladeira, em um recipiente tampado ou coberto por filme plástico. Dessa forma, eles podem durar até três dias.

Como e quando consumir

A quantidade faz toda a diferença na alimentação e nada em excesso vai aumentar os benefícios. Muito pelo contrário, pode ser prejudicial para a saúde.

Cebola = 2 colheres de sopa grande (50 gramas) por dia

Alho = 2 dentes médios (2 a 5 gramas) por dia

A única maneira de manter a alicina é consumir o alho cru. Quando é assado, cozido, ou refogado, as altas temperaturas fazem com que ele perca essa propriedade. Corte, triture, esmague e use em preparações como patês e pastas. Mas ele tem outros compostos que não são inativados durante o cozimento, por isso pode ser usado para temperar o arroz e feijão ou alguma proteína, como carne, frango e peixe.

E o mesmo serve para a cebola. Como já foi dito, ela mantém a glucoquinina e a quercetina quando é consumida crua, batida, por exemplo, em sucos, ou fatiada para acompanhamento em saladas. Quem não gosta, pode consumir cozida ou refogada – o ponto certo da cebola refogada é quando ela fica translúcida na panela.

VALE LEMBRAR: quem gosta da cebola e alho fritos deve ter atenção a forma de preparação e ao tipo de óleo utilizado. Todo mundo sabe que em excesso a gordura é uma das vilãs da alimentação, contribui para o aumento do mau colesterol e para o aparecimento de outras doenças, principalmente as cardíacas. Então, se você está em busca de uma alimentação mais saudável ou tem alguma doença que pode ser controlada com ajustes na alimentação, vale agendar uma consulta com um nutricionista ou nutrólogo. Dessa forma você evita ou substitui o óleo e encontra outras formas de refogar o alho e a cebola.

O mau hálito fica como?

Tem gente que evita esses alimentos por conta do mau hálito, mas alguns truques podem fazer o forte odor desaparecer, sem perder o teor nutritivo.

Cebola – deixe cerca de meia hora de molho em água ou azeite extra virgem antes de consumi-la. E para quem “chora” na hora de descascá-la, vale fazer todo o preparo em água corrente. 

Alho – maçã, espinafre e salsa têm alto teor de polifenóis e ajudam a minimizar o sabor forte do alho. Para tirar o odor das mãos, lave com água e bicarbonato de sódio.

Hortelã – beber um chá de hortelã ou mascar algumas folhinhas frescas in natura ajudam a minimizar o mau hálito provocado por esses vegetais.

E, claro, escovar os dentes e usar um enxaguante após a ingestão.

Varie na cozinha!

A cebola roxa é da mesma família da cebola branca, mas contêm compostos diferentes. A cor roxa vem de um pigmento chamado antocianina, que é antioxidante e protege dos radicais livres. Outro benefício é que a cebola roxa contém muito mais quercetina do que a branca.

Já em relação ao alho negro, ele oferece um teor nutritivo muito mais alto do que o branco, por conta de um processo de fermentação e maturação natural, tanto do sabor quanto da cor. É antioxidante, fonte de vitamina C e proteínas. Pode ser usado como antisséptico, antibiótico e expectorante. Vale experimentar!

A Doença

Ninguém espera que uma doença como o câncer possa atingir alguém com tão pouco tempo de vida. É por isso que muitos pais ficam aflitos quando descobrem que o seu filho tem a doença. Felizmente, com os avanços da pesquisa e dos tratamentos, o câncer infanto-juvenil – uma das causas de mortes não acidentais mais comuns entre crianças e adolescentes – já pode ser derrotado quando diagnosticado a tempo.

Os pais devem ficar atentos a problemas que não somem. Após o diagnóstico devem procurar tratamento imediato que, se aplicado nas fases iniciais da doença, permite a cura em cerca de 70% dos casos.

 

Câncer Infanto-juvenil no Brasil

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 12 mil crianças e adolescentes são diagnosticadas com câncer anualmente no Brasil, o que representa uma média de 32 casos por dia e é considerada a primeira causa de morte por doença na população infanto-juvenil.

Pesquisas nacionais e internacionais ainda não conseguiram desvendar o que pode desencadear o câncer pediátrico, mas já é sabido que ele é causado por alterações em células embrionárias. Por isso, a prevenção não é possível e o diagnóstico precoce é fundamental para o aumento das chances de cura.

A boa notícia é que em centros médicos especializados no tratamento da doença, a taxa de cura média é de 70%, comparável a países de primeiro mundo.

 

Os sinais e aos sintomas da doença são:

  • Dores de cabeça pela manhã e vômito;
  • Caroços no pescoço, nas axilas e na virilha, ínguas que não resolvem;
  • Dores nas pernas  que não passam e atrapalham as atividades das crianças;
  • Manchas arroxeadas na pele, como hematomas ou pintinhas vermelhas;
  • Aumento de tamanho de barriga e
  • Brilho branco em um ou nos dois olhos quando a criança sai em fotografias com flash.

 

Tipos de Tumores

Atualmente, os métodos utilizados no tratamento do câncer infantil garantem altos índices de cura, perto de 70%. Mas, para se chegar nesse patamar, é fundamental o diagnóstico precoce.

Muitos dos sintomas são semelhantes aos de várias doenças infantis comuns, mas, se eles não desaparecerem em um prazo de 7 a 10 dias, é preciso voltar ao médico e insistir para obter um diagnóstico mais detalhado com exames laboratoriais ou radiológicos.

 

Conheça os tipos de câncer mais comuns em crianças:

  • Leucemia;
  • Tumores do Sistema Nervoso Central;
  • Linfoma não Hodgkin;
  • Neuroblastoma;
  • Tumor de Wilms;
  • Sarcomas de partes moles;
  • Tumores ósseos;
  • Retinoblastoma;
  • Doença de Hodgkin;
  • Histiocitose;
  • Tumores Germinativos.

 

Tratamento

Diferentemente do câncer do adulto, o câncer infanto-juvenil geralmente afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação. Por serem predominantemente de natureza embrionária, tumores na criança e no adolescente são constituídos de células indiferenciadas, o que, geralmente, proporciona melhor resposta aos tratamentos atuais.

O tratamento do câncer começa com o diagnóstico correto. Para isso, é necessário um laboratório confiável e o estudo de imagens. Pela sua complexidade, o tratamento deve ser feito em centro especializado. Compreende três modalidades principais (quimioterapia, cirurgia e radioterapia), sendo aplicado de forma racional e individualizada para cada tumor específico e de acordo com a extensão da doença. 

O trabalho coordenado de vários especialistas (oncologistas pediatras, cirurgiões pediatras, radio terapeutas, patologistas, radiologistas, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos) também é determinante para o sucesso do tratamento.

Tão importante quanto o tratamento do câncer em si, é a atenção dada aos aspectos sociais da doença, uma vez que a criança e o adolescente doentes devem receber atenção integral, no seu contexto familiar. A cura não deve se basear somente na recuperação biológica, mas também no bem-estar e na qualidade de vida do paciente. 

Neste sentido, não deve faltar  ao paciente e à sua família,  desde o início do tratamento, o suporte psicossocial necessário.

Segundo a SBD(Sociedade Brasileira de Diabetes) hoje, no Brasil, há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9% da população. E esse número está crescendo. Em alguns casos, o diagnóstico demora, favorecendo o aparecimento de complicações. Pode ser que você ou alguém próximo tenha diabetes. Saiba mais e aprenda a conviver bem com a doença, transformando-a em mais um motivo para cuidar da saúde.

 

 

O QUE É DIABETES ?

Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz.

O que é insulina? É um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia.

Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto - a famosa hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

 

FATORES DE RISCO

Fatores de risco para Diabetes Tipo 1

Já se sabe que há uma influência genética, ter um parente próximo com a doença aumenta consideravelmente as chances de você ter também. Mas ainda não há pesquisa conclusivas sobre os fatores de risco para o Diabetes Tipo 1.

Fatores de risco para Diabetes Tipo 2

Pessoas que apresentam fatores de risco para o desenvolvimento de Diabetes Tipo 2 devem fazer consultas médicas periódicas e exames com frequência. Você deve ficar mais atento se:

  • Tem diagnóstico de pré-diabetes – diminuição da tolerância à glicose ou glicose de jejum alterada;
  • Tem pressão alta;
  • Tem colesterol alto ou alterações na taxa de triglicérides no sangue;
  • Está acima do peso, principalmente se a gordura estiver concentrada em volta da cintura;
  • Tem um pai ou irmão com diabetes;
  • Tem alguma outra condição de saúde que pode estar associada ao diabetes, como a doença renal crônica;
  • Teve bebê com peso superior a quatro quilos ou teve diabetes gestacional;
  • Tem síndrome de ovários policísticos;
  • Teve diagnóstico de alguns distúrbios psiquiátricos, como esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar;
  • Tem apneia do sono;
  • Recebeu prescrição de medicamentos da classe dos glicocorticoides.

 

TIPOS DE DIABETES

Pâncreas

O pâncreas é um órgão localizado atrás do estômago que produz alguns hormônios importantes para nosso sistema digestivo. Em condições rotineiras, quando o nível de glicose no sangue sobe, células especiais, chamadas células beta, produzem insulina. Assim, de acordo com as necessidades do organismo no momento, é possível determinar se essa glicose vai ser utilizada como combustível para as atividades do corpo ou será armazenada como reserva, em forma de gordura.

Isso faz com que o nível de glicose (ou taxa de glicemia) no sangue volte ao normal.

 

Diabetes Tipo 1

Em algumas pessoas, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta. Logo, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Como resultado, a glicose fica no sangue, em vez de ser usada como energia. Esse é o processo que caracteriza o Tipo 1 de diabetes, que concentra entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença.

O Tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Essa variedade é sempre tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue.

 

Diabetes Tipo 2

O Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controla a taxa de glicemia.

Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o Tipo 2. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar. Dependendo da gravidade, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose.

 

Diabetes Gestacional

Durante a gravidez, para permitir o desenvolvimento do bebê, a mulher passa por mudanças em seu equilíbrio hormonal. A placenta, por exemplo, é uma fonte importante de hormônios que reduzem a ação da insulina, responsável pela captação e utilização da glicose pelo corpo. O pâncreas, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar este quadro.

Em algumas mulheres, entretanto, este processo não ocorre e elas desenvolvem um quadro de diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue. Quando o bebê é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no ambiente intrauterino, há maior risco de crescimento excessivo (macrossomia fetal) e, consequentemente, partos traumáticos, hipoglicemia neonatal e até de obesidade e diabetes na vida adulta.

O diabetes gestacional pode ocorrer em qualquer mulher e nem sempre os sintomas são identificáveis. Por isso, recomenda-se que todas as gestantes pesquisem, a partir da 24ª semana de gravidez (início do 6º mês), como está a glicose em jejum e, mais importante ainda, a glicemia após estímulo da ingestão de glicose, o chamado teste oral de tolerância a glicose.

 

Pré-Diabetes

A maioria das pessoas não sabe o que é pré-diabetes.

O termo pré-diabetes é usado quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas não o suficiente para um diagnóstico de Diabetes Tipo 2. Obesos, hipertensos e pessoas com alterações nos lipídios estão no grupo de alto risco.

É importante destacar que 50% dos pacientes nesse estágio 'pré' vão desenvolver a doença. O pré-diabetes é especialmente importante por ser a única etapa que ainda pode ser revertida ou mesmo que permite retardar a evolução para o diabetes e suas complicações.

Muitos pacientes, ao serem comunicados de que têm pré-diabetes, não enxergam ali uma oportunidade. Deixam para 'cuidar' quando o problema se agravar. Só que o pré-diabetes pode prejudicar nervos e artérias, favorecendo diversos outros males, a exemplo de infarto e derrames.

A mudança de hábito alimentar e a prática de exercícios são os principais fatores de sucesso para o controle. No entanto, para 60% dos pacientes, a dieta é o passo mais difícil a ser incorporado na rotina. Ao todo, 95% têm dificuldades com o controle de peso, dieta saudável e exercícios regulares. Lembre-se: ninguém morre de diabetes, e sim do mau controle da doença.

De acordo com a International Diabetes Federation, entidade ligada à ONU, existem no mundo mais de 380 milhões de pessoas com diabetes. Na maioria dos casos, a doença está associada a condições como obesidade e sedentarismo, ou seja, pode ser evitada. É possível reduzir a taxa de glicose no sangue com medidas simples. Perder de 5 a 10% do peso por meio de alimentação saudável e exercícios faz uma grande diferença na qualidade de vida.

Assim como Diabetes Tipo 2, o pré-diabetes pode chegar à sua vida sem que você perceba. Ter consciência dos riscos e buscar o diagnóstico é importante, especialmente se o pré-diabetes for parte do que nós chamamos de 'síndrome metabólica', pressão alta, alto nível de LDL ('mau' colesterol) e triglicérides e/ou baixo nível de HDL ('bom' colesterol), sobrepeso, principalmente se a gordura se concentrar em torno da cintura.

 

HIPOGLICEMIA (Nível muito baixo de glicose de sangue)

A hipoglicemia é caracterizada por um nível anormalmente baixo de glicose no sangue, geralmente abaixo de 70 mg/dl. É importante não considerar apenas este número – o médico deverá dizer quais níveis são muito baixos para você.

Aumentar a quantidade de exercícios sem orientação correta, ou sem ajuste correspondente na alimentação ou na medicação; pular refeições; comer menos do que o necessário; exagerar na medicação, acreditando que ela vai trazer um controle melhor; e ingestão de álcool são causas comuns de hipoglicemia.

A hipoglicemia em situações extremas pode levar à perda de consciência, ou a crises convulsivas, sendo muito graves, em medidas imediatas.

Os sinais da hipoglicemia são dicas importantes para uma ação preventiva e eles podem variar de pessoas para pessoa. Com o tempo, você vai aprender a identificar como seu corpo indica que o nível de glicose no sangue está caindo muito rápido, de qualquer maneira, pelo menos entre aqueles que fazem uso de insulina ou que estão em maior risco de episódios de hipoglicemia, o mais importante é monitorar as glicemias, de modo a conseguir manter a glicose bem controlada, de maneira segura em relação a hipoglicemias.

A única maneira de ter certeza se suas taxas de glicose estão muito baixas é checá-las com o aparelho próprio, se possível. Entretanto, se você está com sintomas de hipoglicemia e não tem condições de fazer a medição naquele momento, faça o tratamento – garantir a segurança é a prioridade neste momento. A hipoglicemia severa pode causar acidentes, lesões, levar ao estado de coma e até à morte.

 

HIPERGLICEMIA (nível muito alto de glicose no sangue)

A hiperglicemia acontece quando há pouca insulina no organismo ou quando o corpo não consegue usá-la apropriadamente. Ela pode ser causada por:

  • Dose incorreta de insulina, se você tem o Tipo 1;
  • Dificuldade do corpo para utilizar a insulina que está sendo produzida (resistência à insulina), no caso do Tipo 2;
  • Excesso de alimentação – e carência de exercícios físicos;
  • Stress causado por uma doença, como uma gripe;
  • Outras fontes de estresse, na família, na escola ou no trabalho;
  • O chamado ‘fenômeno do alvorecer’. Todas as pessoas passam por essa condição, tenham ou não diabetes. É uma onda de hormônios que o corpo produz entre 4h e 5h da manhã, todos os dias, e que provocam uma reação do fígado, com liberação de glicose e preparação do organismo para mais um dia de atividades. O corpo produz menos insulina e mais glucagon (hormônio que aumenta a glicose no sangue), mas as pessoas com diabetes não têm respostas normais de insulina para regular essa onda, e a glicemia de jejum pode subir consideravelmente. Para evitar essa condição, valem as dicas: jantar no início da noite, fazer uma caminhada leve após o jantar, perguntar ao médico sobre medicamentos específicos ou ajuste do tratamento do diabetes, seja insulina ou outros medicamentos.

 

INSULINA

Existem hoje vários tipos de insulina disponíveis para o tratamento de diabetes e elas se diferenciam pelo tempo em que ficam ativas no corpo, pelo tempo que levam para começar a agir e de acordo com a situação do dia em que elas são mais eficientes.

Compreendendo como a insulina funciona você poderá planejar suas refeições, lanches e exercícios. O tratamento com insulina deve se ajustar tanto ao seu estilo de vida quanto às suas necessidades de controle de glicose. Lembre-se, o uso é muito individual e nem sempre se acerta de primeira. É importante ter paciência.

Não existe um ‘tamanho único’ no que se refere ao tratamento com insulina e ao plano de gerenciamento do diabetes. Seus objetivos, idade, saúde geral, fatores de risco e atividades diárias são considerados, portanto, cada terapia é individual.

 

ALIMENTAÇÃO

Os comitês de estudos sobre o diabetes têm orientado que as pessoas com diabetes sigam a mesma alimentação saudável recomendada à população em geral. Muitas vezes pensamos que teremos de fazer uma dieta rigorosa, mas na verdade o que se espera é um planejamento e organização dos hábitos alimentares. Isto quer dizer que teremos que ter uma maior atenção quanto às escolhas dos alimentos e a quantidade consumida.

  • Distribua os alimentos em 5 a 6 refeições ao dia. Não deixe de fazer o café da manhã! Se não puder fazê-lo em casa, leve um lanche reforçado para a escola ou trabalho.
  • Nos lanches, comece sempre pelas frutas (evite sucos), mas não exagere na quantidade. Nenhum tipo de fruta é proibido!
  • No almoço e jantar, continue a comer o tradicional arroz com feijão.
  • A metade do prato deve ser de vegetais coloridos, principalmente os verde-escuros e amarelos. Pode ser na forma de salada crua e/ou vegetais cozidos. Evite molhos gordurosos.
  • Escolha pequenas porções de carnes magras e faça rodízio entre as brancas, vermelhas ou ovo. Experimente também pratos vegetarianos.
  • Evite os açúcares e alimentos açucarados. Se precisar utilize adoçante em pequena quantidade. Evite os adoçantes a base de frutose.
  • Só opte por produtos dietéticos se tiver certeza de que o mesmo atende as suas necessidades.
  • Evite frituras e diminua o consumo de gorduras animais: carnes gordas, queijos (exceto os mais magros como, por exemplo, ricota, minas frescal, cottage), embutidos, manteiga, margarina, requeijão, creme de leite.
  • Diminua o sal. Grande parte das pessoas com diabetes também apresentam pressão arterial elevada.
  • Procure usar alimentos menos processados: pães integrais, aveia, arroz integral, macarrão integral, etc.
  • Evite bebida alcoólica.
  • Tome água várias vezes ao longo do dia.
  • Inclua como meta no seu plano de cuidado com diabetes, a consulta com um nutricionista especialista para orientação da sua alimentação ao longo da vida.

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