O que é a Sífilis?

A Sífilis é ocasionada por uma Infecção Bacteriana, sendo considerada uma DST (Doença Sexualmente Transmissível), o aumento tem preocupado especialistas, que alertam um crescimento significante na ocorrência dessa doença.

No ano de 2010 foram registrados 1249 casos de sífilis adquirida. Em 2015, esse número subiu para 65.878, um aumento de mais de 5.000%, e chegou em 87.593 casos em 2016, segundo o Ministério da Saúde.

Nos casos de sífilis congênita (transmitida da mãe para o bebê durante a gestação ou parto), o número de casos passou de 3.356 em 2016 para 4.139 casos em 2017, um aumento de 23,33%.

 

Há várias manifestações clínicas e diferentes estágio, dentre:

Estágio Primário

  • Geralmente ocasionada por feridas, sem apresentar coceira ou algum tipo de dor, porém pode estar acompanhada de ínguas na virilha, manifestando-se após 10 a 90 dias do contágio.

Estágio Secundário

  • Ocorre a cicatrização da ferida inicial, podendo aparecer manchas pelo corpo todo, sendo muitas vezes confundidas com alergias comuns, que desaparecerão sem tratamento algum. Consequentemente das manifestações, o indivíduo apresentará febre, mal-estar e dores de cabeça.

Estágio de Latência

  • Considerada uma fase assintomática, ou seja, sem sinais ou sintomas, tendo como uma única maneira de constatar a Sífilis: realizando testes Imunológicos.

Estágio Terciário

  • Fase caracterizada por lesões cutâneas, cardiovasculares, neurológicas ou ósseas, podendo ter início prolongado por anos.

 

Como é transmitida?

A Sífilis é transmitida por meio de relação sexual desprotegida com o indivíduo contaminado, ou mesmo, durante a gestação ou parto, acometendo o bebê.

 

Quais são os sintomas?

Caracterizados por dores nos músculos, acompanhados de fadigas e dores de cabeça, além dos sintomas característicos de cada fase citado acima, ou seja, logo em diante não há mais sintomas, podendo assim ocorrer anos mais tarde, acarretada de danos em nossos órgãos.

 

Como é feito o diagnóstico?

O médico irá suspeitar conforme o relato do paciente, dessa maneira solicitará exames específicos, como exemplo os Testes Rápidos para a Sífilis desenvolvidos para a confirmação ou não da doença, assemelham-se bastante com os testes de gravidez e estimam 30 minutos para o resultado preciso.

O diagnóstico pode ser realizado com a identificação da ferida inicial seguido de irritações na pele.

 

Tratamento

A sífilis é tratada com antibiótico, sendo sempre necessário consultar um médico para que aconselhe o tratamento que possua resultados rápidos e eficientes, além de individualizados.

 

Principal prevenção

Manter as relações sexuais sempre protegidas através do uso da camisinha, que irá possibilitar a prevenção de todas as DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis).

 

 

A lactose é um açúcar encontrado na maioria dos leites e seus derivados, a intolerância à lactose é à incapacidade parcial ou completa de digerir esse açúcar. Isso ocorre quando o organismo não produz, ou produz em pouca quantidade, uma enzima digestiva chamada lactase, que é responsável por quebrar e decompor a lactose.

Esse problema é mais comum do que podemos imaginar, de acordo com pesquisa realizada pelo Datafolha, 35% da população com idade acima de 16 anos, ou seja, cerca de 53 milhões de pessoas, tem algum tipo de desconforto digestivo após a ingestão de alimentos de base láctea. Estima-se que entre 60% a 70% da população mundial apresenta algum nível de dificuldade de digestão dessa enzima.

 

Intolerância x Alergia

Existe diferença entre alergia ao leite e intolerância à lactose. A alergia é uma reação imunológica que está relacionada à proteína do leite de vaca. Normalmente quem é alérgico só descobre após os 6 meses de idade, quando começa a consumir outros leites além do materno.

Segundo especialistas, as crianças que substituem o leite de vaca pelo de soja podem apresentar baixa densidade óssea, pois à absorção do cálcio do leite de soja é menor se comparada ao do leite de vaca. Por isso a importância do acompanhamento médico para o paciente ter uma suplementação correta.

 Os sintomas da alergia normalmente se assemelham a outras reações alérgicas, como coceira, vermelhidão na pele e/ou sibilos (chiados no peido). Às vezes, pode ter sintomas no trato digestivo, como dor abdominal, vômito, e raramente, diarreia.

Já a intolerância à lactose é um distúrbio digestivo associado à baixa ou nenhuma produção de lactase. Os sintomas podem variar de acordo com a maior ou menor quantidade de leite e derivados que são consumidos.

 

3 tipos de intolerância à lactose

Intolerância congênita – Muito rara, ocorre por um problema genético, a criança nasce sem condições de produzir lactase, impedindo o aleitamento materno exclusivo e manifesta-se logo após o nascimento.

Intolerância secundária – a produção de lactase é afetada por doenças  intestinais, como diarreias, síndrome do intestino irritável, doença de Crohn, doença celíaca, ou alergia à proteína do leite, por exemplo. Nesses casos, ocorre deficiência temporária de lactase e pode desaparecer com o controle da doença de base. Também pode ocorrer em bebês prematuros, ainda incapazes de produzir lactase em quantidade suficiente.

Intolerância primária – diminuição natural e progressiva na produção de lactase a partir da adolescência e até o fim da vida (forma mais comum);

 

Sintomas

Os sintomas se concentram no sistema digestório e normalmente melhoram com a interrupção do consumo de produtos lácteos. Os sintomas costumam aparecer minutos ou horas depois da ingestão de leite ou de seus derivados de alimentos que contêm leite em sua composição. Os mais característicos são distensão abdominal, cólicas, diarreia, flatulência (excesso de gases) e náuseas. Crianças pequenas e bebês costumam apresentar perda peso e problemas no crescimento.

 

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por um médico e pode contar com três exames específicos: teste de intolerância à lactose, onde o paciente recebe uma dose de lactose em jejum e, depois de algumas horas, colhe amostras de sangue para medir os níveis de glicose, que permanecem inalterados nos portadores do distúrbio. Esse exame é oferecido gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

No teste de hidrogênio na respiração, o paciente consome uma quantidade pequena e calculada de lactose e posteriormente medem a quantidade de gás hidrogênio na respiração antes e depois do consumo da lactose em intervalos de uma hora. O hidrogênio é medido porque as bactérias intestinais produzem hidrogênio ao digerir a lactose não absorvida.

 

Tratamento

A intolerância à lactose pode ser controlada com dieta, evitando o consumo de alimentos que contenham lactose. Inicialmente é proposto suspender a ingestão de leite e derivados para alívio dos sintomas. Depois, esses alimentos devem ser reintroduzidos aos poucos, com iogurte, por exemplo, pois contém lactase naturalmente, produzida por lactobacilos ou queijo que contém quantidades menores de lactose que o leite, até identificar a quantidade máxima que o organismo suporta sem manifestar sintomas. Essa conduta terapêutica tem como objetivo manter a oferta de cálcio na alimentação. Suplementos com lactase e leites com baixo teor de lactose também são indicados, quando a quantidade de leite ingerido for insuficiente.

 

Recomendações

  • O leite não deve ser totalmente abolido da dieta;
  • É importante ler os rótulos dos alimentos para saber qual é a sua composição;
  • Leite de soja, de arroz, de aveia não contém lactose;
  • Existem outras fontes de cálcio como verduras de folhas verdes, brócolis, couves, agrião, couve-flor, espinafre, assim como feijão, ervilhas, tofu, salmão, sardinha, mariscos, amêndoas, nozes, gergelim e ovos;
  • Comer moderadamente de tudo um pouco é a melhor forma de ingerir os nutrientes necessários para a saúde e bem-estar.

O leite materno é o alimento ideal e mais completo para o crescimento saudável e o desenvolvimento dos recém-nascidos, é mais do que apenas nutrição, é um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, que auxiliam no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções e no seu desenvolvimento emocional.

A Organização Mundial de Saúde recomenda que as mães amamentem exclusivamente com o leite materno até o 6º mês do bebê. A partir dos seis meses, o bebê poder começar a receber a alimentação complementar indicada pelo médico pediatra juntamente com a amamentação, que deve ser mantida até os dois anos de idade – ou mais.

 

Os benefícios do leite materno para o bebê

  • Tem tudo o que o bebê precisa até os 6 meses, inclusive água.
  • Capaz de reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de 5 anos.
  • Protege a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias.
  • Reduz risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta.
  • O aleitamento materno contribui para o desenvolvimento cognitivo.

 

Benefícios da amamentação para a mãe

  • Reduz o peso mais rapidamente após o parto.
  • Ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e de anemia após o parto.
  • Reduz o risco de diabetes.
  • Reduz o risco de desenvolvimento de câncer de mama e de ovário.

 

O que pode ser prejudicial para amamentação

  • Tentar “complementar” a alimentação com outros tipos de leites, o que fará com que a mãe tenha uma redução na produção de leite e diminuir a proteção do bebê.
  • Oferecer mamadeira, pois o jeito que o bebê mama no peito e na mamadeira é diferente, podendo confundi-lo.
  • Dar chupeta para o bebê faz com que ele mame por menos tempo.
  • Fumar, ingerir bebidas alcoólicas e remédios por conta.

A febre amarela tem assustado os brasileiros. Neste artigo, você vai entender o que é mito e o que é verdade a respeito da doença.

 

Desde o fim de 2017, a febre amarela teve uma preocupante escalada, sobretudo no estado de São Paulo. Esse crescimento fez com que a população passasse a olhar com mais cuidado para a doença. Existem muitas dúvidas em relação à febre amarela, por isso alguns esclarecimentos são necessários.

No artigo de hoje, vamos esclarecer os mitos e verdades que cercam a febre amarela, para que você possa entender mais a respeito da vacina e do vírus em si.

Antes de apresentarmos propriamente os mitos e verdades sobre a febre amarela, é importante contextualizar o recente avanço da doença no país.

Como a febre amarela avançou rapidamente

O vírus da febre amarela iniciou sua propagação em larga escala em outubro de 2017. À época, dezenas de macacos foram encontrados mortos em parques do estado de São Paulo, após serem infectados pelo vírus. Vale destacar que esses animais são os principais hospedeiros do vírus, e sua transmissão em ciclo urbano é feita pelo mosquito Aedes Aegypti. Infelizmente, o vetor da doença já é velho conhecido dos brasileiros por ser também o responsável pela transmissão da dengue.

A recente onda de febre amarela é especialmente preocupante devido à propagação em ciclo urbano. Em geral, os registros da doença são mais comuns em áreas rurais e de mata. No chamado ciclo silvestre, outros mosquitos transmitem o vírus, dentre eles o Haemagogus e o Sabethes. A forma silvestre da febre amarela teve um surto importante no final de 2016 a partir de Minas Gerais.

O avanço da febre amarela em seu ciclo urbano tem alarmado a população de regiões antes pouco afetadas pela doença. Por isso, é fundamental esclarecer alguns mitos para você entender tudo a respeito desse perigoso vírus e proteger-se.  Confira a seguir 7 mitos e verdades sobre a febre amarela:

1 Macacos transmitem a febre amarela: Mito

Muitas pessoas fazem uma pequena confusão entre vetor e hospedeiro de um vírus. Diferenciar os dois conceitos ajuda no entendimento geral da doença. Em relação à febre amarela, seu vetor no ciclo urbano é o mosquito Aedes Aegypti. No ciclo silvestre, o vírus é transmitido por outros mosquitos.

Já os macacos são os principais hospedeiros do vírus causador da febre amarela. Porém, eles não têm condições de transmitir a doença para outros animais ou para os seres humanos.

2 A vacina da febre amarela mata: Mito

O medo de uma injeção ajuda a criar alguns mitos. Um dos mais comuns é que a vacina da febre amarela pode matar qualquer pessoa. É preocupante que esse tipo de mito se propague como verdade, pois muitos acabam desencorajados a tomar a vacina.

Cabe destacar, no entanto, que a vacina não é indicada a alguns grupos de pessoas. São eles: portadores de doença autoimune; pessoas com alergia grave ao ovo; crianças de até seis meses; pessoas com HIV/AIDS (com contagem de células CD4 menor que 350 células/mm3); e pacientes em uso de quimioterapia/radioterapia.

3 A dose fracionada protege igualmente: Verdade

Muitos podem pensar que somente a dose padrão tem um efeito de proteção total contra a febre amarela. Mas o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) asseguram que a dose fracionada é igualmente eficaz.

A dose fracionada garante uma proteção de, pelo menos, oito anos a partir da aplicação. A adoção dessa vacina fracionada é uma recomendação da OMS quando há claro risco de expansão da doença para áreas com alta densidade populacional. Em casos assim, é inviável atender a toda a população com a dose única padrão.

4 A imunização em massa coloca a população em risco: Mito

A afirmação de que imunizar milhares de pessoas implica em riscos à sociedade está totalmente incorreta. De fato, a vacinação em massa tem um efeito positivo por ajudar a reduzir a circulação do vírus na comunidade. A lógica é bastante simples: menos doentes, menor chance de transmissão de seus agentes causadores.

Portanto, todos se beneficiam de uma grande campanha de imunização, inclusive aqueles que não tiveram acesso à vacina.

5 As mutações do vírus tiraram a eficácia da vacina: Mito

Diferentes tipos de vírus sofrem mutações ao longo do tempo. Em alguns casos, essas transformações podem dificultar o tratamento e a prevenção.

No caso do vírus da febre amarela, foram descobertas algumas mutações em estudos realizados pelo Instituto Oswaldo Cruz. No entanto, nenhuma dessas mudanças genéticas do vírus interferiu na eficácia da vacina. Portanto, trata-se de mais um mito.

6 A vacina não possui mercúrio em sua fórmula: Verdade

A composição da vacina contra o vírus da febre amarela também gera dúvidas na população. Uma das preocupações das pessoas é a possível presença de metais tóxicos como o mercúrio. O boato de que há mercúrio ou qualquer outro metal na fórmula da vacina não é verdadeiro.

De acordo com a bula da vacina, sua composição inclui diferentes substâncias. Dentre elas, destacam-se sacarose, glutamato de sódio, sorbitol, gelatina bovina hidrolisada, eritromicina e canamicina.

7 A campanha de vacinação é fruto de uma conspiração governamental: Mito

Teorias da conspiração se espalham rapidamente e costumam ter adeptos fervorosos. A vacina contra a febre amarela não escapou dessas teorias. Uma delas diz respeito a uma ação orquestrada pelo Estado. Segundo essa tese, o governo adquiriu um estoque enorme de vacina e precisa se livrar dele.

O boato em questão não passa de mais uma criativa teoria da conspiração. Não houve aquisição excessiva de vacina e os estoques estão de acordo com a necessidade da população. A vacina usada no Brasil é produzida pela Fiocruz e certificada pela Organização Mundial da Saúde.

A história da febre amarela no mundo

Você sabia que a febre amarela tem pelo menos 370 anos de existência? Claro que o vírus pode existir há muito mais tempo, mas o primeiro registro de uma doença com características similares data de 1648. Em um manuscrito maia, foi apontado um surto em Yucatán, México.

A origem da doença, no entanto, está bem distante da América do Norte. Estudos recentes de biologia molecular apontam que o vírus causador da febre amarela tem origem africana. O primeiro registro de epidemia na Europa se deu em 1730, na Península Ibérica. Já nos Estados Unidos, severos surtos de febre amarela acometeram a população nos séculos XVIII e XIX.

A história da febre amarela no Brasil

O Brasil foi um dos primeiros países a ter um registro sobre a ocorrência de febre amarela. Sua primeira aparição em território nacional se deu em Pernambuco, em 1685. Nos anos seguintes, o vírus chegou a Salvador e causou quase mil mortes. O impacto da doença motivou a realização de grandes campanhas, que colaboraram para reduzir consideravelmente a doença no país.

Em seu ciclo urbano, a febre amarela foi registrada pela última vez no Brasil em 1942, no estado do Acre. Hoje, existe um temor de que a doença volte a se espalhar em ambiente urbano, por isso muitas campanhas de vacinação estão sendo feitas. Confira aqui os postos de vacinação contra a febre amarela de acordo com a sua região em SP.

Saiba mais sobre a febre amarela

A doença que tem assustado os brasileiros nos últimos meses já foi assunto em nosso blog. Neste post, você vai entender em detalhes os sintomas e o tratamento da febre amarela.

 

Fonte: Ministério da Saúde

A asma é uma das doenças respiratórias crônicas (DRC) mais comuns. As principais características dessa doença pulmonar são dificuldade de respirar, chiado e aperto no peito, respiração curta e rápida. Os sintomas normalmente pioram à noite e nas primeiras horas da manhã, após a prática de exercícios físicos, à exposição a alérgenos, à poluição ambiental e a mudanças climáticas.

Vários fatores ambientais e genéticos podem gerar ou agravar a asma. Entre os aspectos ambientais estão a exposição à poeira e barata, aos ácaros e fungos, às variações climáticas e infecções virais (especialmente o vírus sincicial respiratório e rinovírus, principais agentes causadores de pneumonia e resfriado, respectivamente). Para os fatores genéticos, destacam-se o histórico familiar de asma ou rinite e, além da obesidade.

 

Sintomas

 

  • Tosse;
  • Chiado no peito;
  • Dificuldade para respirar;
  • Respiração rápida e curta;
  • Desconforto torácico.

Alguns sintomas podem até confundir, mas não são de asma. Para um diagnóstico adequado, procure um profissional de saúde.

 

Diagnóstico

De acordo com o Ministério da Saúde, o diagnóstico da asma é principalmente clínico, obtido pela anamnese (entrevista do médico com o paciente). Sempre que possível, é recomendado realizar a prova de função pulmonar para confirmar o diagnóstico e classificar a gravidade. Em crianças de até os cinco anos, o diagnóstico é eminentemente clínico, pela dificuldade de realização de provas funcionais.

Na consulta, o médico deverá perguntar se o paciente tem ou teve episódios recorrentes de falta de ar e chiado no peito; se já usou broncodilatador oral ou inalatório para aliviar os sintomas, se há episódios de tosse persistente, principalmente à noite e no início da manhã; se acorda com frequência à noite por causa de falta de ar ou acessos de tosse; se nota algum dos sintomas após exposição a mofo, poeira, animais, fumaça de cigarro, perfumes ou após resfriados, riso e choro; e se alguém da família tem ou teve asma, alergias ou outros problemas respiratórios.

 

Classificação da Gravidade da asma

MANIFESTAÇÕES CLÍNICA

GRAVIDADE (*)

Intermitente

Persistente leve

Persistente moderada

Persistente grave

Sintomas

2x/semana ou menos

Mais de 2x/semana, mas não diariamente.

Diários

Diários ou contínuos

Despertares noturnos

2x/semana ou menos

3-4x/mês

Mais de 1x/semana

Quase diários

Necessidade de agonista beta-2 adrenérgico para alívio

2x/semana ou menos

Menos de 2x/semana.

Diários

Diária

Limitação de atividades

Nenhuma

Presente nas exacerbações

Presente nas exacerbações

Contínua

Exacerbações

Igual 1/ano ou nenhuma/ano

Igual ou mais de 2/ano

Igual ou mais de 2/ano

Igual ou mais de 2/ano

VEF1 ou PFE

Igual ou maior que 80% previsto

Igual ou maior que 80% previsto

60%-80% previsto

Igual ou menor que 60% previsto

Variação VEF1 ou PFE

Menor que 20%

Menor que 20%-30%

Maior que 30%

Maior que 30%

 

Tratamento

O objetivo do tratamento da asma é a melhora da qualidade de vida, obtida pelo controle dos sintomas e pela melhora da função pulmonar. O tratamento medicamentoso é realizado junto com medidas educativas e de controle dos fatores que disparam a crise de asma.

A definição do tratamento é feita a partir dos sintomas atuais, do histórico clínico e da avaliação funcional. São utilizados medicamentos para alívio rápido dos sintomas e para manutenção do controle da crise. A base do tratamento da asma persistente é o uso continuado de medicamentos com ação anti-inflamatória, também chamados controladores, sendo os corticosteroides inalatórios (bombinha) os principais. Pode-se associar também medicamentos de alívio, com efeito broncodilatador.

Em todos os casos, é preciso reduzir a exposição aos fatores desencadeantes/agravantes. A cada consulta, o paciente deve receber orientações para o autocuidado -  identificação precoce dos sintomas, como proceder em caso de crise, controle e monitoramento da asma, e ser agendado para reconsulta conforme a gravidade apresentada.

Fonte: MS