Você sabe o que é ter saúde mental?

Os problemas de saúde mental são vistos como tabu pela sociedade em geral, mas é preciso quebra-lo, pois os dados são alarmantes.

Segundo a Secretaria de Saúde, mais de 3% da população em geral sofre com transtornos mentais severos e persistentes, e 12% da população necessitam de algum atendimento em saúde mental, seja ele contínuo ou eventual.

 

Afinal o que é saúde mental?

Muito se fala, mas pouco se sabe realmente sobre o que quer dizer o termo saúde mental.

O termo “saúde mental” é usado para descrever o nível de qualidade de vida cognitiva ou emocional. Ter uma boa saúde mental significa tratar de forma consciente seus problemas, medos, aflições, frustrações e enfrentar os desafios e as mudanças da vida cotidiana com equilíbrio e saber procurar ajuda quando necessário, ou seja, quando não conseguir lidar com conflitos, traumas e perturbações.  

Uma pessoa com uma boa saúde mental é equilibrada, tem controle emocional e consegue resolver seus problemas o que ajuda a evitar a ansiedade, doença em que o Brasil lidera o ranking, com 9,3% da população, que atinge principalmente as mulheres sendo elas 7,7% desse número.

 

Problemas de saúde mental mais frequente

  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Mal-estar psicológico ou stress continuado;
  • Dependência de álcool e outras drogas;
  • Perturbações psicóticas, como a esquizofrenia.

É importante lembrar que qualquer pessoa pode passar por algum sofrimento psíquico em qualquer fase da vida.

 

Como manter a mente saudável?

De acordo com a Secretária de Saúde, existem alguns critérios da saúde mental:

  • Atitudes positivas em relação a si próprio
  • Crescimento, desenvolvimento e autorrealização
  • Integração e resposta emocional
  • Autonomia e autodeterminação
  • Percepção apurada da realidade
  • Domínio ambiental e competência social.

Procure sempre um profissional especializado para lhe atender.

A enxaqueca (ou migrânea) é um dos mais de 150 tipos de cefaleia, conhecida popularmente como dor de cabeça. É uma dor crônica que tem como característica principal a dor latejante em um ou nos dois lados da cabeça.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 15% da população sofre com enxaqueca, atinge 30 milhões de pessoas somente no Brasil, e a prevalência é maior entre as mulheres. A enxaqueca é um dos problemas mais incapacitante do mundo.

A crise de enxaqueca tem um tempo de duração definido, entre quatro horas a três dias. Quando se conhece o que desencadeia as crises, existe um controle maior.

 

Causas

  • Ficar sem comer durante um longo tempo pode gerar uma queda na taxa de açúcar do sangue e provocar a produção de substâncias que causam dor;
  • Preocupações excessivas, ansiedade, tensão e estresse;
  • Dormir mal. Dormir pouco, dormir muito, demorar para pegar no sono, acordar no meio da noite, ir dormir e acordar muito tarde são possíveis desencadeantes de dor de cabeça;
  • Ciclo hormonal. As crises de enxaquecas nas mulheres tendem a ser mais concentradas no período menstrual ou pré-menstrual;
  • A irritabilidade aparece normalmente junto com uma crise de enxaqueca, mas também pode ser um motivo gerador de novas dores;
  • Excesso de cafeína, chocolates, e até mesmo analgésicos que contenham cafeína podem provocar enxaqueca;
  • Falta de exercícios físicos. Realizar exercícios torna o organismo mais saudável e mais resistente à dor;
  • Uso excessivo de analgésicos pode tornar crônica ou piorar a enxaqueca, tornando-a mais resistente e mais frequente;
  • Causas genéticas. Deve-se reconhecer rapidamente a enxaqueca em filhos de pessoas que sofrem com a enxaqueca, para que ela possa ser tratada adequadamente, preventivamente, evitando que as crises apareçam e que a enxaqueca se desenvolva até um estágio crônico.

 

Sintomas

As pessoas que tem enxaqueca costumam apresentar os seguintes sintomas:

  • Dor latejante de um lado da cabeça (pode ser dos dois), de intensidade moderada a forte;
  • Incômodo com a luz e o barulho;
  • Náuseas e perda de apetite;
  • Tonturas e tremores;
  • Podem ocorrer também alterações na vista como pontos luminosos e escuros que antecedem ou acompanham as crises de dor.

 

Tratamento

O tratamento da enxaqueca é divido em tratamento preventivo, para se evitar que venha a dor de cabeça, e o tratamento agudo, para tratar a crise no momento em que ela aparece.

Estes podem ser medicamentosos ou não. É essencial evitar a automedicação o uso excessivo de analgésicos, pois podem interferir no tratamento. Procure um especialista para analisar e indicar um tratamento individualizado.

17% dos brasileiros, em algum momento, pensaram em suicídio. 32 é o número de pessoas que se suicidam por dia no país. É preciso falar sobre suicídio para que ações preventivas aconteçam.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, 9 em cada 10 casos de suicídios poderiam ser prevenidos. Por isso a importância da conscientização de que as pessoas devem buscar ajuda.

Segundo a Psicóloga Simone Padilha, há diversas questões envolvendo as causas do suicídio, e aqueles que acabam por vezes tentando são discriminados e julgados pela sociedade em geral.

Os pacientes atendidos por ela são de diversas faixas etárias, desde crianças até adultos. A maior demanda normalmente são homens, devido ao quadro de ansiedade em poder cumprir com suas obrigações impostas pela sociedade. Seguido pelos adolescentes que sofrem pelo imediatismo e conflito com familiares. Já as mulheres a procuram devido à cobrança de dar conta da carreira, filhos, esposos e dos afazeres domésticos.

Segundo ela, guardar todos esses conflitos, gera raiva, frustração, vergonha, culpa, depressão e ansiedade, levando ao sofrimento interno.

Pacientes que tiveram pensamentos suicidas e conseguiram se recuperar e aprender a viver novamente relatavam que não se sentiam mais vivos, e os pensamentos vem por fatores do adoecimento da saúde mental, onde não estimula mais hormônios saudáveis, por isso a necessidade de acompanhamento com Psicólogo, para aprender administrar todos os pensamentos e dificuldades de compressão da vida.

 

Como identificar

Devem-se observar mudanças de bruscas no comportamento, por exemplo:

Por exemplo:

  • Isolamento, evita se relacionar com as pessoas;
  • Apresenta quadro de violência ou uso de drogas;
  • Pesquisas relacionadas ao suicídio;
  • Comenta sobre tirar a própria vida;
  • Algo que insinue despedida, como carta ou mensagem.

Pode também estar vinculado com alguns transtornos envolvendo a saúde mental como depressão, esquizofrenia e dependência química.

 

É possível evitar?

Sim, é possível. Pode ser através de ajuda preventiva ou socorro diante de uma crise. Essa ajuda pode vir de pessoas próximas, de organizações voluntárias como o CVV (Centro de Valorização a Vida), que se dedicam à prevenção do suicídio ou através de profissionais.

Todos meus pacientes conseguiram com acompanhamento psicológico e psiquiátrico melhorar sua saúde mental e viver de forma saudável e aprenderam que a vida pode dar muito errado, mas ter a resiliência para recomeçar quantas vezes for necessário, e não desistir da vida”.

“Vencer o estigma, promover atitudes positivas da comunidade em relação aos portadores de transtornos mentais e estimular a procura pelo tratamento são atitudes e questões urgentes da saúde pública, procure um Psicólogo e Médico Psiquiatra se estiver com os pensamentos de tirar a vida”.

 

O CVV atende voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias. Ligue 188

O coração é um órgão muito importante para o funcionamento do corpo e quando seus batimentos funcionam de maneira irregular (ou muito rápido ou muito devagar), todo o organismo pode sofrer. Esta condição ocorre quando os impulsos elétricos do coração não funcionam da maneira correta, provocando diferentes formas de batimentos.

No Brasil, mais de 20 milhões de pessoas têm um dos tipos desta doença, que é responsável por mais de 320 mil mortes súbitas todos os anos no país, segundo dados da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac).

 

Existem dois tipos de arritmias:

Taquicardia (acelerados)

A taquicardia é caracterizada por um ritmo cardíaco rápido, normalmente com mais de 100 batimentos por minuto.  Com essa frequência, o coração não é capaz de bombear de forma eficiente o sangue rico em oxigênio para o corpo.

 

Tratamento

Existem dois tipos de tratamento, o primeiro são os medicamentos utilizados basicamente para isolar os circuitos e evitar que taquicardias se aconteçam, amenizando as crises.

O tratamento definitivo das taquiarritmias é cirúrgico chamado de ablação por cateter. A intervenção cirúrgica é minimamente invasiva e feita através de cateteres.

 

Bradicardia (lentos)

A bradicardia é caracterizada por um ritmo cardíaco mais lento, geralmente menos de 60 batimentos por minuto. Nessa velocidade, o coração não é capaz de bombear sangue suficiente para todo o corpo durante atividades normais ou nos exercícios físicos. A frequência cardíaca para ser considerada normal deve estar entre 60 e 100 batimentos por minuto.

 

Tratamento

Em caso de bradicardia quando é estabelecido que essa condição seja transitória e reversível, não precisa de tratamento definitivo. Agora quando não existe possibilidade de recuperação, a única forma é colocar um marca-passo, ou seja, um microcomputador faz o trabalho de formar os impulsos elétricos e estimular as câmaras cardíacas.

 

Quais são os sintomas da arritmia?

Normalmente não geram sintomas, porém em casos mais graves podem provocam as seguintes sensações:

  • Falta de ar;
  • Dor no peito;
  • Palpitações;
  • Desmaios.

 

Causas da arritmia cardíaca

As causas podem estar relacionadas com problemas cardíacos e também outras condições como:

  • Ansiedade;
  • Estresse;
  • Uso de medicamentos para emagrecimento;
  • Doença de válvulas cardíacas;
  • Febre;
  • Anemia;
  • Ventilação excessiva;
  • Baixos níveis de oxigênio no sangue;
  • Tireoide excessivamente ativa.

Dentre os problemas cardíacos que podem causar arritmia, estão:

  • Artérias bloqueadas no coração (doença arterial coronariana);
  • Insuficiência cardíaca;
  • Infarto;
  • Alterações na estrutura do coração, como a cardiomiopatia;
  • Cicatrização do tecido cardíaco após um infarto;

Se notar algum desses sintomas ou qualquer alteração do ritmo cardíaco, busque ajuda de um profissional em cardiologia.

(Leia também sobre doenças cardiovasculares)

 

Como prevenir a arritmia cardíaca?

  • Consumir álcool com moderação;
  • Evitar dietas sem acompanhamento médico ou de nutricionista;
  • Praticar exercícios regularmente;
  • Evitar alimentos gordurosos;
  • Não fumar.

Conheça também alguns alimentos que podem ajudar no combate de doenças cardíacas.

Depressão leve crônica e persistente faz com que seu portador encare a vida de forma pessimista e reduz em muito sua qualidade de vida.

O paciente apresenta uma baixa autoestima, sentimentos de falta de energia, incapacitação para várias atividades, ele não chega a ficar totalmente deprimido consegue estudar, trabalhar, mas funciona sempre abaixo do seu potencial devido a todos os sinais e sintomas que caracterizam a distimia, tais como tristeza, melancolia, desesperança em relação a si mesmo, ou ao futuro. Em virtude disso revela uma tendência ao isolamento. Outra característica é o constante mau humor “ele não chega a ser agressivo ou explosivo mais, tem a sensação subjetiva de que as coisas á sua volta o incomodam” explica Dr. Ricardo Moreno psiquiatra da Universidade de São Paulo.

Pacientes com distimia não procuram auxilio médico com queixas especificas. A doença cursa muita facilmente com outras doenças co-atuantes e são essas que acabam levando o paciente à procurar ajuda. A principal delas é a depressão. “Um erro muito comum cometido por alguns médicos na abordagem terapêutica da distimia é que, por tratar-se de uma doença mais leve tende a ser não valorizada” Dr. Táki Cordás Universidade de São Paulo.

Alguns especialistas de modo geral, dizem que os portadores de distimia são “pessoas infelizes”. Atinge a 3% da população mundial, ou mais de 170 milhões de pessoas, sem distinção de sexo, idade ou nível socioeconômico.

 

A maioria das pessoas que sofrem de distimia apresentam os seguintes sintomas:

Perda de Interesse: O distímico não se interessa por nada. Em geral faz tudo por obrigação. Apresenta dificuldades para finalizar as atividades iniciadas.

Angústia e Pessimismo: Estes sintomas levam à um isolamento social afastando-o de amigos, relacionamentos amorosos, “inferniza” sua  vida familiar e dificulta seu desempenho profissional.

Diminuição da Concentração: Não termina a leitura de um livro, torna-se “irrequieto” antes do término de uma atividade.

Cansaço: Vive sem ânimo. O cansaço é queixa frequente. Qualquer atividade consome sempre mais tempo que o necessário.

Tristeza: O distímico é infeliz o tempo todo. Tudo é motivo para estar triste. Ganhar um prêmio da loteria, por exemplo, é o início de um grande drama.

Distúrbios do Sono: Sono excessivo ou dificuldade de dormir bem. Não consegue dormir, acorda a noite com frequência ou está sempre madrugando.

Distúrbios do Apetite: Simplesmente come muito ou recusa-se se alimentar indiscriminadamente.

 

Conselhos Úteis

• Evite a solidão, permanecendo junto a outras pessoas.

• Busque alguma atividade que ajude a se sentir melhor.

• Não exigir muito de si mesmo, nem mesmo impor tarefas ou alvos difíceis. Reduza o seu grau de exigência.

• Divida as grandes tarefas em tarefas menores, estabeleça algumas prioridades e faça apenas o que puder e do modo que puder.

• Exponha suas ansiedades aos seus familiares. Aceite o apoio e o carinho no trabalho.

• Pratique exercícios leves, vá ao cinema e participe de atividades sociais ou religiosas.

• Não espere que tudo vá passar de um momento para outro. Ajude-se o quanto puder e não se culpe por não estar “cem por cento”.

LEMBRE-SE: Não aceite seus pensamentos negativos. Eles são parte da doença e desaparecerão a medida que sua depressão responder ao tratamento.

 

Tratamento

O Tratamento é feito principalmente com antidepressivos e com psicoterapia. Existem várias categorias de antidepressivos, sendo que levam um tempo médio de três semanas para fazer efeito desinibindo primeiro os sintomas físicos e a vontade, aumentando com isso o risco de suicídio nas duas primeiras semanas.

 

Fonte: Dr Olavo Bilac