A Infecção do Trato Urinário é conhecida popularmente como infecção urinaria.  Essa é a infecção mais comum que existe e é causada por uma infecção bacteriana que pode ocorrer em qualquer parte do sistema urinário, como bexiga, rins e uretra. É mais comum na parte inferior do trato urinário, na bexiga e a uretra.

Afeta principalmente as mulheres entre os 20 e 40 anos e as grávidas. Pelo menos 30% das mulheres vão ter a infecção em algum momento. Nos homens acontece com mais frequência na infância e depois dos 55 anos.

 

A infecção é dividida em 3 tipos, confira as causas e os sintomas de cada uma.

 

Cistite: Infecção na bexiga        

A cistite é a infecção bacteriana na bexiga ou no trato urinário inferior. Acontece quando as bactérias passam pela uretra e chegam até a bexiga. Causada por um tipo de bactéria chamada Escherichia coli. A relação sexual também pode levar à cistite, mas você não precisa ser sexualmente ativo para desenvolvê-la.

Sintomas:

  • Vontade frequente de urinar, mas em pouca quantidade;
  • Ardência e dor ao urinar;
  • Presença de sangue na urina;
  • Urina turva com cheiro intenso e desagradável;
  • Dor abdominal ou sensação de peso no fundo da barriga;
  • Febre de 37,5 a 38ºC.

 

Uretrite: Infecção na uretra

É na inflamação ou infecção da uretra, o canal que transporta a urina da bexiga para fora do corpo. São causadas por bactérias do trato gastrointestinal, mas pelo fato da uretra nas mulheres estar mais próxima da vagina, algumas infecções como herpes, gonorreia e infecção por clamídia também podem levar à uretrite. Normalmente acomete mais os homens do que as mulheres.

Sintomas:

  • Dor ou ardor para urinar;
  • Secreção;
  • Urinar com frequência e urgência;
  • Nos homens pode causar dor durante o ato sexual.

 

Pielonefrite: infecção nos rins

A infecção renal (pielonefrite) é um tipo de infecção do trato urinário que geralmente começa na uretra ou bexigas e em casos mais graves acaba chegando aos rins. Se não for tratado adequadamente, pode prejudicar permanentemente seus rins ou pode se espalhar e causar uma infecção mais grave, já que pode chegar até a corrente sanguínea. Pode ser decorrente de uma cistite mal tratada.

Sintomas:

  • Dor forte na região da barriga, lombar ou virilha;
  • Dor ou queimação ao urinar;
  • Presença de pus ou sangue na urina;
  • Vontade frequente para urinar;
  • Calafrios e febre acima de 38,5º C;
  • Pode ter enjoo e vômitos.

 

Sintomas de infecção urinária no bebê

Nas crianças mais novas ou nos bebês os sintomas podem ser diferentes como:

  • Irritabilidade frequente;
  • Diminuição do apetite;
  • Choro ao urinar;
  • Urina com cheiro intenso e com cor mais escura;
  • Febre acima de 37,5ºC.

 

Tratamento

O tratamento varia de acordo com o tipo de cada infecção e sua gravidade. Geralmente, o tratamento é feito à base de antibióticos. Mas o médico também poderá receitar analgésicos para aliviar a dor e a ardência ao urinar. Também pode variar de acordo com a frequência que o paciente apresenta esses quadros de infecções.

 

Caso sinta algum sintoma, procure imediatamente um médico urologista, ginecologista ou um clínico geral para identificar e tratar corretamente.

De acordo com a Organização Mundial de Gastroenterologia, cerca de 20% da população mundial possui algum tipo de problema gastrointestinal.

Diante disso, listamos abaixo as principais doenças gastrointestinais e seus sintomas.

 

Refluxo

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) atinge entre 10 a 20% dos adultos e ocorre com frequência em bebês, normalmente a partir do nascimento.

O refluxo é o retorno do conteúdo do estômago para o esôfago e em direção à boca, causando dor e inflamação podendo em alguns casos levar a lesões. Isso acontece devido o músculo que deveria impedir que o ácido do estômago saia do seu interior, não funciona corretamente.

A inflamação causada no esôfago pode variar dependendo da acidez do conteúdo do estômago, e também da quantidade de ácido que entra em contato com a mucosa do esôfago.

Um fator que podem contribuir para o refluxo é a obesidade, já que tem um acumulo de gordura pressionando o estômago.

 

Sintomas

  • Azia
  • Gosto amargo na boca;
  • Tosses;
  • Boca seca;
  • Irritação da gengiva, incluindo sensibilidade e sangramento;
  • Mau hálito;
  • Regurgitação de ácido ou alimentos;
  • Inchaço após as refeições e durante episódios de sintomas;
  • Náusea;
  • Vômitos;
  • Fezes pretas;
  • Dificuldade em engolir (possível sinal de estreitamento do esôfago);
  • Perda de peso;
  • O desconforto piora quando você se dobra;
  • Queimação no estômago que pode subir até à garganta;
  • Dor de estômago, na laringe e/ou faringe;
  • Arroto;
  • Indigestão
  • Irritação crônica da garganta.

 

Constipação

A constipação pode ser definida pela dificuldade nas defecações ou quando são infrequentes, fezes duras. Quando a pessoa evacua menos do que três vezes na semana, a causa pode ser constipação, também conhecido como “intestino preso”.

 

Sintomas

  • Produzir menos evacuações que o normal. Pode variar de pessoa para pessoa, por isso é importante se atentar aos seus hábitos;
  • Dificuldade ou dores ao evacuar;
  • Inchaço no abdômen;
  • Gases em excesso.

 

Diarreia

A diarreia consiste no aumento do número de evacuações e a perda de consistência das fezes, que as fazem ter aspecto aguado. A diarreia é geralmente acompanhada por gases, cólica, urgência em defecar e, se for causada por um organismo infeccioso ou uma substância tóxica, náusea e vômito.

Uma complicação que pode ocorrer devia a diarreia é a desidratação, devemos nos atentar aos seguintes sintomas:

  • Boca seca;
  • Lábios rachados;
  • Confusão mental;
  • Diminuição da urina;

 

Dor Abdominal

Dor abdominal, também conhecida como dor de estômago e dor na barriga, é um sintoma que pode ser causado por uma variedade de doenças. Isso acontece porque no abdômen estão concentrados muitos de nossos órgãos.

Sua intensidade pode variar ser recorrente ou contínua, aguda ou crônica. Além disso, pode variar o local da dor na barriga, podendo ser na parte superior, inferior, esquerda ou direita.

Essa dor pode representar desde fatores simples, como gases ou intestino preso, até um problema mais sério digestivo, ginecológico ou renal.

Confira os sintomas que devem servir como sinal de alerta.

 

Sintomas

  • Dor que se estende por dias
  • Febre
  • Náuseas e vômito
  • Diarreia
  • Redução do apetite
  • Inchaço e barriga dura
  • Região abdominal sensível ao toque

 

Gases

Os gases são o ar que se acumula no sistema digestivo e que pode ser liberado através do ânus (flatulência) ou através da boca (arrotos). Em alguns casos esses gases podem causar dores fortes no abdômen e tórax.

 

Sintomas de gases estomacais

  • Desconforto gástrico;
  • Arrotos frequentes;
  • Estômago alto;
  • Perda do apetite;
  • Sensação de peso no estômago;
  • Pode haver azia, falta de ar e fisgada no peito, como se o coração fosse afetado.

 

Sintomas de gases intestinais

  • Dor abdominal intensa, por vezes em forma de pontada;
  • Inchaço abdominal;
  • Barriga dura;
  • Flatulência;
  • Prisão de ventre;
  • Cólica intestinal.

 

Caso tenha algum desses sintomas ou desconforto, consulte um profissional Gatroenterologista para que ele possa fazer um diagnóstico correto.

Alho e cebola previnem doenças; descubra quais

Esqueça os temperos prontos, a fama de mau hálito, irritação no olho e forte odor! Alho e cebola sempre estiveram nos pratos dos nossos avós e não era por acaso. Várias pesquisas cientificas comprovaram que eles são funcionais e muito mais do que alimentar trazem inúmeros benefícios para a saúde, desde o fortalecimento do sistema imunológico a doenças mais sérias, como as cardiovasculares. E ainda podem compor uma infinidade de pratos, como sopas, saladas, cozidos e refogados.

Alicina e quercetina contra as doenças cardiovasculares

Segundo pesquisas o alho contém alicina, um composto que aumenta a dilatação dos vasos sanguíneos e, como consequência, ajuda a reduzir a pressão arterial, diminui o mau colesterol (LDL), previne infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Ou seja, o alho é um forte aliado contra as doenças cardiovasculares.

Pode-se dizer o mesmo da cebola. Ela tem função vasodilatadora e cardioprotetora por conta quercetina. Uma substância que também é encontrada na maçã, mas o corpo humano consegue absorver 30% mais da cebola comparando com a fruta. Tem ainda a glucoquinina, que ajuda a controlar a diabetes, mas só é liberada quando a cebola é consumida crua e triturada, por exemplo, em sucos naturais. E tem mais: ela é fonte de fibras, vitaminas (A, C e E), cálcio, previne anemia, resfriados e combate os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento.

Alho e cebola emagrecem?

Não sozinhos. A perda de peso engloba uma série de fatores e só acontece com uma alimentação equilibrada aliada a pratica regular da atividade física. Alguns alimentos podem contribuir. A cebola é fonte de fibras, que ajuda no funcionamento do intestino. Já o alho é termogênico, isto é, estimula o metabolismo e prolonga a sensação de saciedade.  Ou seja, você pode incluir sim na sua dieta, mas sem exageros.

Grávidas devem evitar 

Eles podem agravar o refluxo ácido em algumas grávidas. Se você já estiver sofrendo desse problema, evite o alho e a cebola durante a gravidez. Caso não tenha, pode consumir e apenas em quantidades moderadas.

Agora, se você está amamentando, o leite terá outro odor. Estudos apontam que alguns bebês podem rejeitar o leite materno quando você utiliza muito alho e cebola. Enquanto outros podem gostar do sabor. Por isso, vale observar o filhote e não exagerar nesses vegetais até descobrir as reações dele a determinados alimentos.

A cebola e o alho podem atacar a gastrite

Verdade! A gastrite é uma inflamação da parede do estômago e acontece quando a acidez aumenta a ponto de agredir o órgão. O alho e a cebola crus e em excesso são capazes de irritar a mucosa do estômago. Por isso, quem possui problemas gástricos graves e já diagnosticados deve evitar. Se for o caso, agende uma consulta com um gastroenterologista para acompanhamento e saber se pode incluir esses alimentos no seu cardápio.

Para quem não tem problemas, o alho pode até ajudar na digestão, já que ele atua prevenindo inflamações estomacais e intestinais, conseguindo, inclusive, eliminar as bactérias maléficas do organismo. Um truque para melhor digestão do vegetal é retirar aquele brotinho interno antes do consumo.

Chá com alho para gripes e resfriados

É comum ouvir que chá com alho faz bem para a gripe. O que acontece é que o alho tem ativos que ajudam a fortalecer o sistema imunológico e a aliviar alguns sintomas da gripe, como tosse e descongestionando as vias respiratórias. Muito se fala também da cebola com açúcar para diminuir a tosse. Assim como o alho ela pode ajudar a aliviar os sintomas. Em ambos casos, consulte o médico antes de ingerir qualquer tipo de remédio caseiro, pois ainda faltam estudos científicos que comprovem esses benefícios.

Como armazenar

A cebola e o alho devem ser mantidos em local seco, bem ventilado e escuro, longe da geladeira se estiverem com casca. As cebolas brancas duram menos tempo do que a roxa, mas, em média, elas se mantêm de três a cinco semanas sem precisar de refrigeração. Enquanto o alho dura, em média, de duas a quatro semanas. Se você vai picar ou ralar para usar no dia a dia, aí sim precisa manter em geladeira, em um recipiente tampado ou coberto por filme plástico. Dessa forma, eles podem durar até três dias.

Como e quando consumir

A quantidade faz toda a diferença na alimentação e nada em excesso vai aumentar os benefícios. Muito pelo contrário, pode ser prejudicial para a saúde.

Cebola = 2 colheres de sopa grande (50 gramas) por dia

Alho = 2 dentes médios (2 a 5 gramas) por dia

A única maneira de manter a alicina é consumir o alho cru. Quando é assado, cozido, ou refogado, as altas temperaturas fazem com que ele perca essa propriedade. Corte, triture, esmague e use em preparações como patês e pastas. Mas ele tem outros compostos que não são inativados durante o cozimento, por isso pode ser usado para temperar o arroz e feijão ou alguma proteína, como carne, frango e peixe.

E o mesmo serve para a cebola. Como já foi dito, ela mantém a glucoquinina e a quercetina quando é consumida crua, batida, por exemplo, em sucos, ou fatiada para acompanhamento em saladas. Quem não gosta, pode consumir cozida ou refogada – o ponto certo da cebola refogada é quando ela fica translúcida na panela.

VALE LEMBRAR: quem gosta da cebola e alho fritos deve ter atenção a forma de preparação e ao tipo de óleo utilizado. Todo mundo sabe que em excesso a gordura é uma das vilãs da alimentação, contribui para o aumento do mau colesterol e para o aparecimento de outras doenças, principalmente as cardíacas. Então, se você está em busca de uma alimentação mais saudável ou tem alguma doença que pode ser controlada com ajustes na alimentação, vale agendar uma consulta com um nutricionista ou nutrólogo. Dessa forma você evita ou substitui o óleo e encontra outras formas de refogar o alho e a cebola.

O mau hálito fica como?

Tem gente que evita esses alimentos por conta do mau hálito, mas alguns truques podem fazer o forte odor desaparecer, sem perder o teor nutritivo.

Cebola – deixe cerca de meia hora de molho em água ou azeite extra virgem antes de consumi-la. E para quem “chora” na hora de descascá-la, vale fazer todo o preparo em água corrente. 

Alho – maçã, espinafre e salsa têm alto teor de polifenóis e ajudam a minimizar o sabor forte do alho. Para tirar o odor das mãos, lave com água e bicarbonato de sódio.

Hortelã – beber um chá de hortelã ou mascar algumas folhinhas frescas in natura ajudam a minimizar o mau hálito provocado por esses vegetais.

E, claro, escovar os dentes e usar um enxaguante após a ingestão.

Varie na cozinha!

A cebola roxa é da mesma família da cebola branca, mas contêm compostos diferentes. A cor roxa vem de um pigmento chamado antocianina, que é antioxidante e protege dos radicais livres. Outro benefício é que a cebola roxa contém muito mais quercetina do que a branca.

Já em relação ao alho negro, ele oferece um teor nutritivo muito mais alto do que o branco, por conta de um processo de fermentação e maturação natural, tanto do sabor quanto da cor. É antioxidante, fonte de vitamina C e proteínas. Pode ser usado como antisséptico, antibiótico e expectorante. Vale experimentar!

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores, e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. A doença tem importância epidemiológica por sua gravidade clínica e potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.

 

Transmissão

O vírus da febre amarela é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados. A doença não é passada de pessoa a pessoa. A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença.

Há dois diferentes ciclos epidemiológicos de transmissão, o silvestre e o urbano. Mas a doença tem as mesmas características sob o ponto de vista etiológico, clínico, imunológico e fisiopatológico. 

No ciclo silvestre da febre amarela, os primatas não humanos (macacos) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina. Nesse ciclo, o homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata. 

No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados.

A pessoa apresenta os sintomas iniciais 3 a 6 dias após ter sido infectada.

 

Sintomas

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.

Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.

Depois de identificar alguns desses sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas, e se você observou mortandade de macacos próximo aos lugares que você visitou. Informe, ainda, se você tomou a vacina contra a febre amarela, e a data.

 

Diagnóstico

Somente um médico é capaz de diagnosticar e tratar corretamente a doença.

 

Tratamento

O tratamento é apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para reduzir as complicações e o risco de óbito. Medicamentos salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que o uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico.

 

Prevenção

O Sistema Único de Saúde oferta vacina contra febre amarela para a população. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, medida que está de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Toda pessoa que reside em Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e pessoas que vão viajar para essas áreas deve se imunizar.

A vacinação para febre amarela é ofertada na rotina dos municípios com recomendação de vacinação nos seguintes estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Além das áreas com recomendação, neste momento, também está sendo vacinada a população do Espírito Santo.

 

Áreas de risco

Locais que têm matas e rios, onde o vírus e seus hospedeiros e vetores ocorrem naturalmente, são consideradas como áreas de risco.

 

Fracionamento da Vacina

Entre janeiro e março deste ano, 77 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia irão realizar campanha de vacinação com doses fracionadas e padrão contra a febre amarela. O objetivo é evitar a expansão do vírus para áreas próximas de onde há circulação atualmente. No total, 21,7 milhões de pessoas destes municípios deverão ser vacinadas na campanha, sendo 16,5 milhões com a dose fracionada e outras 5,2 milhões com a dose padrão. A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva que será implementada em áreas selecionadas, durante período determinado de 15 dias.

A estratégia de fracionamento da vacina é recomendada pela OMS quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional e que não tinham recomendação para vacinação anteriormente. A dose fracionada tem mostrado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. A única diferença está no volume. A dose padrão (0,5 Ml) protege por toda a vida, enquanto a dose fracionada (0,1 Ml) protege por pelo menos oito anos, segundo estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz).

A febre amarela é uma doença sazonal, geralmente com aumento de casos de dezembro a maio. A campanha de fracionamento da vacina vem para evitar o aumento de casos e mortes, já que o vírus entrou em uma área com elevada densidade populacional, sem recomendação anterior de vacinação. É importante ressaltar que toda revisão do calendário nacional de vacinação é acompanhado, sistematicamente, pelo comitê assessor técnico, com especialistas de diversas áreas.   

 

Dose fracionada 

Atualmente, o Ministério da Saúde utiliza a dose padrão da vacina de febre amarela, com 0,5 mL. Já para a dose fracionada são aplicados 0,1 mL, o que representa 1/5 da dose padrão. Um frasco com 5 doses da vacina de febre amarela, por exemplo, pode vacinar 25 pessoas e um frasco com 10 doses pode vacinar 50 pessoas.

Estudo recente feito pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz) comprovou que a dose fracionada da vacina de febre amarela é eficaz por, pelo menos, 8 anos. O estudo de dose resposta avaliou 319 militares vacinados com a dose fracionada em 2009 e, após 8 anos, verificou-se a presença de anticorpos contra a doença em 85,3% dos participantes, semelhantes ao observado com a dose padrão neste mesmo período (88%).

Dessa forma, os resultados dão suporte ao uso de doses fracionadas da vacina de febre amarela. A estratégia já foi utilizada anteriormente no controle da epidemia na República Democrática do Congo pela OMS, que utilizou 1/5 da dose padrão da vacina de febre amarela de Bio-Manguinhos/Fiocruz. Na ocasião, 7,8 milhões de pessoas foram vacinadas em 15 dias. 

 

Padrão e fracionada contra indicações

Alguns públicos não são indicados para receber a dose fracionada, portanto irão participar da campanha recebendo a dose padrão: crianças de 9 meses a menores de dois anos; pessoas com condições clínicas especiais (vivendo com HIV/Aids, ao final do tratamento de quimioterapia, pacientes com doenças hematológicas, entre outras), gestantes e viajante internacional (devem apresentar comprovante de viagem no ato da vacinação). A vacinação fracionada é recomendada para pessoas a partir dos dois anos.

A vacina é contraindicada para pacientes em tratamento de câncer, pessoas com imunossupressão e pessoas com reação alérgica grave à proteína do ovo. No caso dos idosos, a vacinação deverá ser aplicada após avaliação dos serviços de saúde. A vacinação contra febre amarela impede a doação de sangue por um período de quatro semanas.  As pessoas devem realizar a doação de sangue antes da vacinação para manutenção dos estoques de hemocomponentes.