O leite materno é o alimento ideal e mais completo para o crescimento saudável e o desenvolvimento dos recém-nascidos, é mais do que apenas nutrição, é um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, que auxiliam no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções e no seu desenvolvimento emocional.

A Organização Mundial de Saúde recomenda que as mães amamentem exclusivamente com o leite materno até o 6º mês do bebê. A partir dos seis meses, o bebê poder começar a receber a alimentação complementar indicada pelo médico pediatra juntamente com a amamentação, que deve ser mantida até os dois anos de idade – ou mais.

 

Os benefícios do leite materno para o bebê

  • Tem tudo o que o bebê precisa até os 6 meses, inclusive água.
  • Capaz de reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de 5 anos.
  • Protege a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias.
  • Reduz risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta.
  • O aleitamento materno contribui para o desenvolvimento cognitivo.

 

Benefícios da amamentação para a mãe

  • Reduz o peso mais rapidamente após o parto.
  • Ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e de anemia após o parto.
  • Reduz o risco de diabetes.
  • Reduz o risco de desenvolvimento de câncer de mama e de ovário.

 

O que pode ser prejudicial para amamentação

  • Tentar “complementar” a alimentação com outros tipos de leites, o que fará com que a mãe tenha uma redução na produção de leite e diminuir a proteção do bebê.
  • Oferecer mamadeira, pois o jeito que o bebê mama no peito e na mamadeira é diferente, podendo confundi-lo.
  • Dar chupeta para o bebê faz com que ele mame por menos tempo.
  • Fumar, ingerir bebidas alcoólicas e remédios por conta.

Alho e cebola previnem doenças; descubra quais

Esqueça os temperos prontos, a fama de mau hálito, irritação no olho e forte odor! Alho e cebola sempre estiveram nos pratos dos nossos avós e não era por acaso. Várias pesquisas cientificas comprovaram que eles são funcionais e muito mais do que alimentar trazem inúmeros benefícios para a saúde, desde o fortalecimento do sistema imunológico a doenças mais sérias, como as cardiovasculares. E ainda podem compor uma infinidade de pratos, como sopas, saladas, cozidos e refogados.

Alicina e quercetina contra as doenças cardiovasculares

Segundo pesquisas o alho contém alicina, um composto que aumenta a dilatação dos vasos sanguíneos e, como consequência, ajuda a reduzir a pressão arterial, diminui o mau colesterol (LDL), previne infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Ou seja, o alho é um forte aliado contra as doenças cardiovasculares.

Pode-se dizer o mesmo da cebola. Ela tem função vasodilatadora e cardioprotetora por conta quercetina. Uma substância que também é encontrada na maçã, mas o corpo humano consegue absorver 30% mais da cebola comparando com a fruta. Tem ainda a glucoquinina, que ajuda a controlar a diabetes, mas só é liberada quando a cebola é consumida crua e triturada, por exemplo, em sucos naturais. E tem mais: ela é fonte de fibras, vitaminas (A, C e E), cálcio, previne anemia, resfriados e combate os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento.

Alho e cebola emagrecem?

Não sozinhos. A perda de peso engloba uma série de fatores e só acontece com uma alimentação equilibrada aliada a pratica regular da atividade física. Alguns alimentos podem contribuir. A cebola é fonte de fibras, que ajuda no funcionamento do intestino. Já o alho é termogênico, isto é, estimula o metabolismo e prolonga a sensação de saciedade.  Ou seja, você pode incluir sim na sua dieta, mas sem exageros.

Grávidas devem evitar 

Eles podem agravar o refluxo ácido em algumas grávidas. Se você já estiver sofrendo desse problema, evite o alho e a cebola durante a gravidez. Caso não tenha, pode consumir e apenas em quantidades moderadas.

Agora, se você está amamentando, o leite terá outro odor. Estudos apontam que alguns bebês podem rejeitar o leite materno quando você utiliza muito alho e cebola. Enquanto outros podem gostar do sabor. Por isso, vale observar o filhote e não exagerar nesses vegetais até descobrir as reações dele a determinados alimentos.

A cebola e o alho podem atacar a gastrite

Verdade! A gastrite é uma inflamação da parede do estômago e acontece quando a acidez aumenta a ponto de agredir o órgão. O alho e a cebola crus e em excesso são capazes de irritar a mucosa do estômago. Por isso, quem possui problemas gástricos graves e já diagnosticados deve evitar. Se for o caso, agende uma consulta com um gastroenterologista para acompanhamento e saber se pode incluir esses alimentos no seu cardápio.

Para quem não tem problemas, o alho pode até ajudar na digestão, já que ele atua prevenindo inflamações estomacais e intestinais, conseguindo, inclusive, eliminar as bactérias maléficas do organismo. Um truque para melhor digestão do vegetal é retirar aquele brotinho interno antes do consumo.

Chá com alho para gripes e resfriados

É comum ouvir que chá com alho faz bem para a gripe. O que acontece é que o alho tem ativos que ajudam a fortalecer o sistema imunológico e a aliviar alguns sintomas da gripe, como tosse e descongestionando as vias respiratórias. Muito se fala também da cebola com açúcar para diminuir a tosse. Assim como o alho ela pode ajudar a aliviar os sintomas. Em ambos casos, consulte o médico antes de ingerir qualquer tipo de remédio caseiro, pois ainda faltam estudos científicos que comprovem esses benefícios.

Como armazenar

A cebola e o alho devem ser mantidos em local seco, bem ventilado e escuro, longe da geladeira se estiverem com casca. As cebolas brancas duram menos tempo do que a roxa, mas, em média, elas se mantêm de três a cinco semanas sem precisar de refrigeração. Enquanto o alho dura, em média, de duas a quatro semanas. Se você vai picar ou ralar para usar no dia a dia, aí sim precisa manter em geladeira, em um recipiente tampado ou coberto por filme plástico. Dessa forma, eles podem durar até três dias.

Como e quando consumir

A quantidade faz toda a diferença na alimentação e nada em excesso vai aumentar os benefícios. Muito pelo contrário, pode ser prejudicial para a saúde.

Cebola = 2 colheres de sopa grande (50 gramas) por dia

Alho = 2 dentes médios (2 a 5 gramas) por dia

A única maneira de manter a alicina é consumir o alho cru. Quando é assado, cozido, ou refogado, as altas temperaturas fazem com que ele perca essa propriedade. Corte, triture, esmague e use em preparações como patês e pastas. Mas ele tem outros compostos que não são inativados durante o cozimento, por isso pode ser usado para temperar o arroz e feijão ou alguma proteína, como carne, frango e peixe.

E o mesmo serve para a cebola. Como já foi dito, ela mantém a glucoquinina e a quercetina quando é consumida crua, batida, por exemplo, em sucos, ou fatiada para acompanhamento em saladas. Quem não gosta, pode consumir cozida ou refogada – o ponto certo da cebola refogada é quando ela fica translúcida na panela.

VALE LEMBRAR: quem gosta da cebola e alho fritos deve ter atenção a forma de preparação e ao tipo de óleo utilizado. Todo mundo sabe que em excesso a gordura é uma das vilãs da alimentação, contribui para o aumento do mau colesterol e para o aparecimento de outras doenças, principalmente as cardíacas. Então, se você está em busca de uma alimentação mais saudável ou tem alguma doença que pode ser controlada com ajustes na alimentação, vale agendar uma consulta com um nutricionista ou nutrólogo. Dessa forma você evita ou substitui o óleo e encontra outras formas de refogar o alho e a cebola.

O mau hálito fica como?

Tem gente que evita esses alimentos por conta do mau hálito, mas alguns truques podem fazer o forte odor desaparecer, sem perder o teor nutritivo.

Cebola – deixe cerca de meia hora de molho em água ou azeite extra virgem antes de consumi-la. E para quem “chora” na hora de descascá-la, vale fazer todo o preparo em água corrente. 

Alho – maçã, espinafre e salsa têm alto teor de polifenóis e ajudam a minimizar o sabor forte do alho. Para tirar o odor das mãos, lave com água e bicarbonato de sódio.

Hortelã – beber um chá de hortelã ou mascar algumas folhinhas frescas in natura ajudam a minimizar o mau hálito provocado por esses vegetais.

E, claro, escovar os dentes e usar um enxaguante após a ingestão.

Varie na cozinha!

A cebola roxa é da mesma família da cebola branca, mas contêm compostos diferentes. A cor roxa vem de um pigmento chamado antocianina, que é antioxidante e protege dos radicais livres. Outro benefício é que a cebola roxa contém muito mais quercetina do que a branca.

Já em relação ao alho negro, ele oferece um teor nutritivo muito mais alto do que o branco, por conta de um processo de fermentação e maturação natural, tanto do sabor quanto da cor. É antioxidante, fonte de vitamina C e proteínas. Pode ser usado como antisséptico, antibiótico e expectorante. Vale experimentar!

 

Ser mãe pela primeira vez é uma grande experiência, mas, para muitas mulheres, uma experiência excessivamente desgastante. Algumas não conseguem desgrudar da porta do quarto de seus bebês. Outras ficam angustiadas quando não conseguem conter o choro do filho. Um terceiro grupo ainda se descabela na dúvida sobre se ele está mamando bem ou não

Os pais de primeira viagem devem pedir apoio de amigos, familiares e agentes de saúde para evitar e solucionar qualquer tipo de problema referente ao bebê recém nascido.

Estar confiante de que é capaz de amamentar o seu filho: A amamentação traz inúmeros benefícios ao bebê, e o corpo da mulher está preparado para cumprir essa função. Não dê água ao bebê! O leite materno é tudo o que ele precisa, já que a sua composição se adapta às suas necessidades. A subida do leite acontece, na maioria das mães, por volta das 48 horas, mas podem acontecer alguns dias mais tarde. Este atraso na subida do leite pode dar-lhe a noção de que não tem leite e a tentação de recorrer a leites artificiais. Evite os biberões (mamadeiras) e procure dar de mamar frequentemente. 

Amamentar a pedido, frequentemente, sem horários, sem limitações de tempo (pelo menos 8-10 vezes/dia): Procure ter poucas visitas e descansar adequadamente. Aceite que para isso algumas tarefas não sejam realizadas. Uma boa estratégia consiste em dormir sempre que o bebê o faça, porque para ele não existe diferença entre dia e noite e vai querer mamar a qualquer hora. Procure colocar o berço ao seu lado no quarto, de forma a conseguir confortar e tratar do bebê sem ter que se deslocar.

Ser capaz de posicionar o bebê e ajudar a fazer a pega: Se o bebê estiver corretamente posicionado e fizer uma boa pega, não irá haver dor ou traumatismo do mamilo. Contudo, nos primeiros dias é normal haver uma sensibilidade aumentada e talvez até alguma dor que desaparecerá com o decorrer dos dias. Fique em uma posição confortável e relaxada. O bebê deve estar com roupas adequadas, de preferência com braços e pernas livres, com corpo voltado para mãe e cabeça alinhada com o corpo. As mamas devem estar expostas e você deve segurar a mama em forma de “C” (dedo polegar na parte superior e os outros 4 dedos na inferior), com cuidado para deixar a aréola livre e para não fazer forma de tesoura. Estimule o bebê a pegar o seio tocando o mamilo nos cantos do seu lábio inferior, ele por reflexo abre a boca e abaixa a língua, ao pegar a aréola ele acaba sugando reflexamente. Para verificar a boa pega, observar se a aréola foi em grande parte ou, quase toda, abocanhada (Não deixar o bebê pegar só o mamilo, pois machuca), se o queixo do bebê está tocando o seio, se ele mantem a boca aberta, com o lábio inferior voltado para fora. E por fim se a aréola está mais visível acima da boca do que abaixo.

Como saber se o bebê está a extrair leite de forma eficaz?

Poderá ver a mandíbula do bebê para cima e para baixo e ouvirá ruídos de deglutição do leite. O bebê mama de forma rítmica, sendo normal fazer algumas pausas e durante a mamada o ritmo vai diminuindo. Quando acabar de mamar, normalmente, deixa a mama espontaneamente.

De que maneira sei se o leite é suficiente para o bebê?

O bebê parecerá contente e satisfeito após a maior parte das mamadas. Após os primeiros dias de vida fará xixi pelo menos 6 vezes por dia e fará pelo menos duas defecções de fezes amareladas. Não se esqueça que, mesmo se estiver muito motivada, não deve a todo o custo tentar amamentar se o processo estiver correndo mal. Procure ajuda. Ter ajuda não significa incapacidade ou incompetência. É normal, muitas das mulheres necessitam de ajuda nesta fase.

É normal chorar?

"Bebês podem chorar uma média de até três horas por dia", afirma a pediatra Leda Amar de Aquino, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Para descobrir os possíveis motivos, a estratégia é a da exclusão. Por isso, se você já verificou a fralda, já tentou dar de mamar, checou se a roupa ou posição não estão incomodando e, mesmo assim, o bebê continua chorando, espere passar. A especialista também recomenda conversar com o bebê para a mãe se acalmar e também tranquilizar a criança. "Choros contínuos são mais comuns nos três primeiros meses. Nesse período as cólicas incomodam, mas a causa do choro pode ser uma simples inquietação", diz.