17% dos brasileiros, em algum momento, pensaram em suicídio. 32 é o número de pessoas que se suicidam por dia no país. É preciso falar sobre suicídio para que ações preventivas aconteçam.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, 9 em cada 10 casos de suicídios poderiam ser prevenidos. Por isso a importância da conscientização de que as pessoas devem buscar ajuda.

Segundo a Psicóloga Simone Padilha, há diversas questões envolvendo as causas do suicídio, e aqueles que acabam por vezes tentando são discriminados e julgados pela sociedade em geral.

Os pacientes atendidos por ela são de diversas faixas etárias, desde crianças até adultos. A maior demanda normalmente são homens, devido ao quadro de ansiedade em poder cumprir com suas obrigações impostas pela sociedade. Seguido pelos adolescentes que sofrem pelo imediatismo e conflito com familiares. Já as mulheres a procuram devido à cobrança de dar conta da carreira, filhos, esposos e dos afazeres domésticos.

Segundo ela, guardar todos esses conflitos, gera raiva, frustração, vergonha, culpa, depressão e ansiedade, levando ao sofrimento interno.

Pacientes que tiveram pensamentos suicidas e conseguiram se recuperar e aprender a viver novamente relatavam que não se sentiam mais vivos, e os pensamentos vem por fatores do adoecimento da saúde mental, onde não estimula mais hormônios saudáveis, por isso a necessidade de acompanhamento com Psicólogo, para aprender administrar todos os pensamentos e dificuldades de compressão da vida.

 

Como identificar

Devem-se observar mudanças de bruscas no comportamento, por exemplo:

Por exemplo:

  • Isolamento, evita se relacionar com as pessoas;
  • Apresenta quadro de violência ou uso de drogas;
  • Pesquisas relacionadas ao suicídio;
  • Comenta sobre tirar a própria vida;
  • Algo que insinue despedida, como carta ou mensagem.

Pode também estar vinculado com alguns transtornos envolvendo a saúde mental como depressão, esquizofrenia e dependência química.

 

É possível evitar?

Sim, é possível. Pode ser através de ajuda preventiva ou socorro diante de uma crise. Essa ajuda pode vir de pessoas próximas, de organizações voluntárias como o CVV (Centro de Valorização a Vida), que se dedicam à prevenção do suicídio ou através de profissionais.

Todos meus pacientes conseguiram com acompanhamento psicológico e psiquiátrico melhorar sua saúde mental e viver de forma saudável e aprenderam que a vida pode dar muito errado, mas ter a resiliência para recomeçar quantas vezes for necessário, e não desistir da vida”.

“Vencer o estigma, promover atitudes positivas da comunidade em relação aos portadores de transtornos mentais e estimular a procura pelo tratamento são atitudes e questões urgentes da saúde pública, procure um Psicólogo e Médico Psiquiatra se estiver com os pensamentos de tirar a vida”.

 

O CVV atende voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias. Ligue 188